CRISE E DESPERDÍCIO

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Jefferson-Praia-banner-500x167_lateralEm um momento de crise, como o que estamos passando na atualidade, tudo que pudermos fazer para o dinheiro render é alocar prioridade. A atenção deve começar desde as compras até a forma como se utilizam, em casa, os produtos comprados.

Muitos trabalham bastante, de manhã, à tarde e à noite, para proporcionar o melhor para suas famílias. Entretanto, na hora de comprar o que necessitam para manterem suas famílias, em um padrão de vida que cada um acha razoável, o dinheiro some rapidamente. O carrinho de compras do supermercado fica cada vez mais espaçoso. Isso significa que estamos comprando uma quantidade menor de produtos. O poder aquisitivo do brasileiro vem caindo paulatinamente. Em matéria publicada pela UOL- Economia Finanças Pessoais, intitulada Em 21 anos, o Real perde poder de compra, e nota de R$ 100,00 vale R$ 19,9, o matemático José Dutra Vieira Sobrinho afirma que a cédula de R$ 100,00 perdeu 80,1% do seu poder de compra.

Um percentual expressivo dos brasileiros percebe o que fazer em um momento como esse de inflação elevada. De acordo com a pesquisa Retratos da sociedade brasileira- Crise econômica lll – Inflação feita pela CNI- Confederação Nacional da Indústria, em agosto de 2015, “os brasileiros estão alterando seu consumo e seu planejamento financeiro: 57% afirmam já ter mudado seus hábitos e 21% afirmam que pretendem mudá-los. Entre as mudanças nos hábitos de consumo se destacam passar a pesquisar mais os preços antes de comprar; mudar o local de consumo; trocar produtos por similares mais baratos; adiar a compra de bens de maior valor e reduzir as despesas de casa.”

Mas, além de mudar o hábito de consumo, o que mais se pode fazer em tempos de crise? Economizar e reaproveitar! Após as compras os produtos devem ser guardados em locais apropriados para não se decomporem e, serem aproveitados no momento certo. Não se admite deixar o tomate, o mamão, o abacate… estragarem. Isso é dinheiro jogado fora!

Reaproveitar a comida é economia para o seu bolso! Alguns não gostam de comer a comida feita no dia anterior. Isso por incrível que pareça ainda acontece em muitas famílias. Guardar a comida de forma correta é primordial!  Conversei com algumas pessoas sobre o assunto e a orientação sobre o famoso RO (resto de ontem) é a seguinte: colocar a comida feita em vasilhas bem fechadas; o feijão e o arroz podem ser guardados na geladeira por até três dias e a carne cozida, por até dois dias. E, assim por diante… O que não vale é estragar!

O assunto é tão simples para muitos que talvez não mereça a devida atenção. Mas, se você conhece alguém que ainda tem esse mau hábito de não comer comida feita no dia anterior, peço-lhe que oriente essa pessoa e, mostre-lhe o quanto se perde em dinheiro por ter esse comportamento.
Enquanto alguns jogam comida fora, por discordarem de reaproveitar, em São Paulo existe uma rede de supermercados que só trabalha com produtos que estão no limite da data de vencimento; assim, eles podem cobrar menos e permitir que consumidores possam ter acesso a produtos que seriam descartados. Essa é uma oportunidade de negócio, e uma boa ação contra o desperdício.

Roberto Brasil