Cris Cyborg festeja resistência de rival, por poder mostrar mais de seu jogo

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Deu a lógica, da qual praticamente ninguém em sã consciência era capaz de duvidar. Cris Cyborg esmagou a sueca Lina Lansberg e venceu por nocaute técnico, aos 2m29s do segundo round, o combate principal do UFC Brasília, no ginásio Nilson Nelson, na madrugada de domingo.

Mais do que festejar um triunfo esperado por todos, a curitibana de 31 anos estava feliz por poder mostrar um pouco mais do seu repertório, graças à impressionante resistência da adversária.

— Meus treinadores sempre falam para eu esperar mais um pouco, ter paciência. Mas eu entro querendo nocautear de uma vez — contou. — A Lina é uma grande adversária, resistiu bem e conseguiu ir para o segundo round, e isso acabou mostrando um pouquinho mais do meu jogo — disse a campeã do peso-pena do Invicta, que tem 17 vitórias em 19 confrontos, não perde no MMA desde 2005 e no UFC luta em peso combinado.

A estratégia de se apresentar no Ultimate em combates que sejam de peso intermediário em relação à sua categoria e à de baixo (o UFC só tem galo e palha femininos) vai continuar, segundo Cyborg adiantou:

— Já tenho dois cinturões em casa, não preciso de mais um, quero fazer superlutas para ficar na história. Mas não consigo descer para os galos e sei que elas (as possíveis rivais) não vão subir para os penas. Então, eu faço a minha choradeira lá para bater as 140 libras (63,5kg) e elas comem um pouquinho de pizza para subir um pouco, e a gente fazer uma grande luta — brincou.

Na segunda luta mais importante da noite, Renan Barão, ex-campeão dos galos que subiu para os penas, venceu por decisão unânime o americano Pillhipe Nover. Mas outro brasileiro do card principal perdeu: Antônio Pezão foi nocauteado por Roy Nelson. Num terceiro Brasil x EUA, Francisco Massaranduba venceu Paul Felder por nocaute técnico. // O Globo

Áida Fernandes