Crime premeditado: “Índios serraram e jogaram corpos no igarapé”, revela fonte

By -
Os índios imaginaram que os três haviam atropelado o cacique e cometeram o crime

Os índios imaginaram que os três haviam atropelado o cacique e cometeram o crime

Da Redação – Uma das investigações da Polícia Federal sobre o desaparecimento e morte do professor Stef Pinheiro, do representante comercial Luciano Freire e do técnico da Eletrobrás Aldeney Salvador é que os índios Tenharim Marmelo tenham premeditado o ato. Essas pessoas sumiram dia 16 de dezembro na Transamazônica dentro da reserva indígena, entre Humaitá e Apuí.

 

Há duas semanas o BLOGdaFLORESTA soube através de uma fonte militar, envolvido nas buscas, que os três foram mortos com requintes de crueldade em retaliação ao falecimento do Cacique Ivan Tenharim, ocorrido dia 3 de dezembro. Ivan Tenharim foi encontrado, segundo a versão dos indígenas, ainda com vida às margens da BR 230, Rodovia Transamazônica, pelo seu sobrinho Marcos no caminho entre o Distrito de Matupi (km 180) e a aldeia no dia 02. Mas não resistiu e morreu.

 

“Uma testemunha viu o cacique num bar localizado antes da reserva. Após consumir álcool saiu de moto. Caiu, acabou falecendo, um carro vinha na estrada e prestou os primeiros socorros. Aí uma indígena viu a movimentação, chamou os demais índios. Eles imaginaram que os passageiros haviam atropelado o Cacique. Confundiram tudo. Por isso planejaram a execução. Mais de dez dias depois executaram o que havia arquitetado, parando o veículo na qual estavam esses três rapazes”, contou a fonte.

 

O informante relata que depoimentos colhidos dentro da aldeia apontaram a selvageria da morte de Stef, Luciano e Aldeney Salvador. “Pelo apurado um grupo de índios fez barreiras e abordaram os rapazes. Utilizaram armas de fogo e cassetetes. Espancaram até a morte. Em seguida cortaram os corpos utilizando motosserra. Depois destruíram o veículo. E jogaram os pedaços das pessoas num igarapé dentro da aldeia. Será muito complicado encontrar alguma evidência dos corpos, pois o local é cheio de piranhas”, relatou o militar.

 

O planejamento da barbaria foi incitado indiretamente até por pessoas ligadas à FUNAI, que em artigos nos sites colocaram em suspeitas o real motivo da morte do cacique Teranhim. Já o site RondôniaAgora publicou na sexta-feira, 31, que o professor Stef Pinheiro e Luciano Freire teriam sido mortos a tiros pelos indígenas no interior do veículo, enquanto Aldeney Salvador foi degolado. A informação, segundo o site, foi repassa pelos delegados Arcelino Damasceno e Alexandre Alves aos parentes das vítimas, que acompanham o caso na cidade de Porto Velho, Rondônia, para onde os índios acusados foram levados pela PF.

 

“Quem garante que a justiça vai manter esses índios presos? Prisão nenhuma vai amenizar a dor que estão sentido. A esperança era que eles fossem encontrados vivos, mas isso acabou. A gente tá sentindo muito a falta dele”, afirmou Stefanon Pinheiro, o irmão do professor Stef Pinheiro, ao site.

 

Em nota a Polícia Federal confirma os crimes dentro da reserva. “As conclusões da investigação apontam para a ocorrência de homicídio praticado pelos presos dentro de uma das aldeias e posterior ocultação dos cadáveres. Os corpos ainda não foram localizados. Durante os trabalhos da Força Tarefa foram percorridos aproximadamente 270 hectares, delimitados pela investigação, e encontrados, no interior da terra indígena, peças do veículo ocupado pelos desaparecidos”.

 

O clima em Humaitá, desencadeado após o falecimento do cacique e o desaparecimento dos três, ainda é tenso entre a comunidade de branca e de índios. /// Hudson Lima

 

Redação