CPI dos Fundos de Pensão: Hissa requer depoimento de Vaccari Neto e doleiro Youssef

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Dep. Hissa Abrahão

Dep. Hissa Abrahão

Nesta terça-feira (18), a partir das 14h30 (de Brasília), na Câmara dos Deputados, os parlamentares que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fundos de Pensão vão apresentar o roteiro de trabalho da comissão e, também, irão votar os 41 requerimentos protocolizados pelo deputado federal Hissa Abrahão (PPS), vice-presidente da CPI.  A comissão investiga o rombo bilionário nos fundos de previdência complementar de servidores de estatais e funcionários públicos no período de 2003 a 2015. Entre os requerimentos apresentados por Hissa, estão a convocação de dirigentes de estatais do alto escalão do governo federal e os pedidos de depoimentos do doleiro, preso pela Polícia Federal no escândalo do Petrolão, Alberto Youssef, e do ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, também, detido pela PF.

“Protocolizei os requerimentos convocando Youssef e Vaccari Neto, além de outros membros que influenciavam os fundos de pensão a desviar recursos. Vamos investigar esse esquema fraudulento que afeta diretamente o trabalhador brasileiro. Vamos mostrar toda essa quadrilha e pedir a prisão de todos os culpados”, disse.

 Além do pedido de intimação de Vaccari Neto e Alberto Youssef, o deputado amazonense pediu o depoimento, na CPI, do presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Miriam Aparecida Belchior, e da Petrobras, Aldemir Bendine. “Temos que colocar as coisas a limpo. Mostrar que aquele dinheiro que é descontado do servidor, que sonha com uma aposentadoria e renda melhorada, vai ser empregado na pensão do trabalhador e não em desvios fraudulentos. E precisamos ouvir os gestores das estatais para saber a movimentação desses fundos”, declarou o parlamentar que mais apresentou requerimento na Comissão.

CPI

A CPI foi instalada na última quarta-feira (12) e tem como presidente, o deputado federal Efraim Filho (DEM-PB) e relator, o deputado Sérgio Souza (PMDB-PR). A CPI dos Fundos de Pensão vai investigar os desvios nos fundos de previdência complementar que podem ultrapassar o rombo de R$ 6 bilhões, somente nos Postalis dos Correios. O prazo para a conclusão dos trabalhos é de 120 dias.

Roberto Brasil