CPI do BNDES vai ouvir o Presidente do Banco na primeira oitiva da Comissão

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Vamos solicitar a requisição de todos os documentos que envolvem esses empréstimos, alguns inclusive confidenciais, afirmou Marcos Rotta

Vamos solicitar a requisição de todos os documentos que envolvem esses empréstimos, alguns inclusive confidenciais, afirmou Marcos Rotta

A Comissão parlamentar de Inquérito do BNDES aprovou nesta terça-feira, o convite para ouvir o Presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social, Luciano Coutinho.  A primeira oitiva da Comissão está agendada para o dia 20 de agosto. Alguns parlamentares criaram um pequeno conflito por considerar necessário a convocação do Presidente, que o obrigaria  a comparecer na CPI, diferentemente do convite, que ele tem liberdade para decidir.

“No primeiro momento decidimos pelo convite para ouvir o Luciano Coutinho, pois recebi do Presidente um ofício, no qual, ele próprio se disponibilizou para comparecer a CPI. Claro que se os deputados não ficarem satisfeitos com a explanação do Presidente, ele poderá retornar a Comissão como convocado”, frisou o Presidente da CPI,  deputado Marcos Rotta (PMDB/AM).

cpi-bndes-oitiva-2Rotta informou que a próxima ação da CPI depois da oitiva do Presidente, será a requisição de documentos que envolvem financiamentos, sobretudo para Angola, Cuba e Venezuela.

“No segundo momento vamos solicitar a requisição de todos os documentos que envolvem esses empréstimos, alguns inclusive confidenciais, subsidiados a outros países sem qualquer tipo de informação e de transparência a respeito do montante, da taxa de juros e do subsídio”, declarou.

cpi-bndes-oitiva-3O parlamentar disse ainda que o balanço que ele faz sobre a CPI é extremamente positivo, que houve um embate acalorado na Comissão, mas com nível elevado. E que fez um apelo para que os parlamentares possam manter o equilíbrio, e deixar de fora as contaminações políticas e partidárias que venham diminuir o foco e o objetivo da CPI, que é o de investigação isenta e imparcial.

O relator da CPI, José Rocha (PR-BA) fez sua explanação de trabalho e teve o plano aprovado por unanimidade, com algumas ressalvas, sobretudo a questão de retroagir para o ano de 2001, já que a finalidade da Comissão é investigar de 2003 a 2015.

Roberto Brasil