CPI da Petrobras: doleira canta música de Roberto Carlos

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Nelma Kodama lembrou trecho de "Amada Amante" ao falar de seu relacionamento com Alberto Youssef

Nelma Kodama lembrou trecho de “Amada Amante” ao falar de seu relacionamento com Alberto Youssef

Acusada de chefiar, junto com Alberto Youssef, um esquema de lavagem de dinheiro descoberto pela Operação Lava Jato, a doleira Nelma Kodama cantou durante o depoimento que deu à CPI da Petrobras nesta terça-feira (12), em Curitiba.

Nelma provocou risos ao admitir, ao ser questionada pelo deputado Altineu Côrtes (PR-RJ), que “viveu maritalmente” com também doleiro Youssf de 2007 a 2009.

A senhora foi amante de Youssef?”, perguntou o deputado. “Depende do que o senhor chama de amante. Eu vivi maritalmente com ele. Amante é uma palavra que engloba tudo, né? Ser amiga, companheira. Uma coisa bonita”, respondeu a doleira.

Em seguida, ela cantarolou a música “Amada amante”, de Roberto Carlos, e foi advertida pelo presidente da CPI, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), de que a CPI não era um “teatro”.

Bastante sorridente durante suas respostas, a doleira também provocou risos na audiência da sessão pública ao dizer que não foi presa no ano passado com 200 mil euros na calcinha, como foi divulgado.  Ela disse que, na ocasião, estava apenas viajando para Milão, na Itália, e não fugindo do Brasil.

“O dinheiro estava aqui”, disse, e em seguida se levantou, virou de costas para a audiência e colocou as duas mãos nos bolsos traseiros da calça jeans que usava.

Condenada a 18 anos de prisão por evasão de divisas e lavagem de dinheiro, Nelma Kodama disse à CPI que tem consciência dos crimes que cometeu, mas reclamou da pena imposta a ela no ano passado pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba.

“Eu não me sinto injustiçada, mas não concordo com a dosimetria da pena”, disse aos deputados da comissão. É um dos motivos, segundo ela, que motivou seu interesse em fazer uma delação premiada, acordo que está sendo negociado com a Justiça.

A doleira se recusou a responder todas as perguntas da CPI, alegando estar negociando uma delação premiada. Não quis falar, por exemplo, das acusações a Youssef, como a de que o doleiro teria organizado um assalto – a declaração feita por ela foi captada em um grampo telefônico da Operação Lava Jato. *Com informações Agência Câmara

Roberto Brasil