Consumidores aproveitam Black Friday em lojas abertas de madrugada

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Os consumidores “viraram a noite” em filas de até duas horas e meia nos caixas de grandes varejistas de São Paulo em busca dos descontos da Black Friday. O maior movimento nas lojas foi entre às 22h de quinta (23) e 2h desta sexta (24).

O evento começa oficialmente nesta sexta (24), mas algumas lojas físicas anteciparam a data e abriram as lojas no final da noite desta quinta (23) com horário estendido madrugada adentro.

As lojas Americanas, Hipermercado Extra e a mega Ponto Frio são algumas das empresas que apostaram nesta estratégia de ficarem abertas durante toda a madrugada para melhorar as vendas.

Uma vendedora da Mega Ponto Frio, que trabalha há 11 anos na empresa, disse que por volta da 0h as pessoas faziam fila para entrar no estacionamento da loja.

Segundo ela, os produtos mais vendidos foram televisores, celulares, geladeira e fogões. “As minhas expectativas de vendas foram boas, não esperava muito por causa da crise”, disse a vendedora.

Por volta das 3h, a loja estava vazia e ela tentava passar o tempo com o celular. A falta de clientes no meio da madrugada não desanimou a vendedora, que pretende retornar em novo turno por volta do meio-dia para bater a sua meta de vendas.

“Poderia voltar mais tarde, mas quero aproveitar o fluxo de clientes”, falou.

FILAS

Nas loja Extra, no bairro Ipiranga, zona sul de São Paulo, o tempo de espera nos caixas reservados para compras de alimentos e eletroeletrônicos era o mesmo, aproximadamente duas horas e meia.A tática usada por muitas pessoas que foram às compras foi pegar banquinhos e cadeiras plásticas da loja para ficarem sentados para não se cansarem enquanto esperam na fila ou deixar alguém da família guardando o lugar.

A empresária Andressa Asolini, 24, moradora do bairro Ipiranga, chegou ao hipermercado por volta das 22h com a família inteira a tiracolo para ajudar nas compras. Acompanhavam ela a mãe, sogra, avó, marido e filha de um ano e sete meses.

Enquanto Andressa esperava a mais de uma hora na fila do pagamento dos alimentos, a sogra estava no caixa de eletroeletrônicos comprando um forno elétrico que ela conseguiu pela metade do preço.A empresária disse que muitos produtos não abaixaram o preço e estão até mais caros na Black Friday. “Na quarta eu comprei uma fralda de R$20,90 por R$ 13. Hoje o mesmo produto está R$20, não abaixou nada”, falou.

O casal Rogério Galuzzi Turqueto e Gabriela da Silva, ambos com 41 anos, mordores do Jardim Santa Tereza, zona sul, chegaram ao hipermercado às 22h40 para comprar uma máquina de levar, um aspirador de pó, um climatizador de ar e um televisor que já tinham pesquisado o preço.

Na loja, ouviram o locutor anunciar um bom preço para uma TV de 39 polegadas, mas já na fila do caixa eles viram um encarte de ofertas no qual tinha um televisor maior com apenas R$ 200 de diferença de preço. “O negócio é olhar o encartes e não comprar só pelo que o locutor fala na loja”, ensina, Turqueto.

Já sua mulher Gabriela, que vende bolos e doces, descobriu que o leite condensado estava muito mais barato e tentava levar duas caixas do produto. “Espero que possa levar as duas caixas porque tem limite de quantidade de produto”, falou, preocupada.

Simone Carvalho, 29, que mora no bairro Basílio Levi, chegou ao hipermercado acompanhada do marido por volta das 22h e disse que não havia mais vaga no estacionamento. ” Não tinha vaga, colocamos na frente de outro carro”, falou, rindo.Simone disse que estava na loja para comprar cadeiras e mesas para o comércio de venda de açaí no pote que montou há cerca de dois meses. Mas no carrinho ela havia colocado fraldas, leite, cerveja e um televisor de 49 polegadas que ela ainda tinha dúvidas se iria levar.

“Eu queria uma TV de 59 polegadas, mas está cara”, disse.Veterana nas compras na Black Friday, a representante comercial Lidiane Aparecida Guedes da Silva, 28, moradora do bairro da Saúde, zona sul, antecipou este ano as compras na madrugada.”Venho há três anos sempre na sexta-feira feira à noite e hoje antecipei porque não poderia vir”, explica ela, enquanto esperava na imensa fila sentada em um banquinho de plástico da loja. Com informações da Folhapress.

Roberto Brasil