Conselho Municipal de Cultura e sua autonomia

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Cristóvão Coutinho

Cristóvão Coutinho

Da Redação – Está sendo construído, ainda no sistema cultural de Manaus, o que é hoje o Conselho Municipal de Cultura. Uma gestão acabou e outra começa com as eleições realizadas na última sexta feira (22), na Biblioteca Municipal. Dos vinte conselheiros ou representantes (artes visuais, teatro, música, cultura, cinema, vídeo dentre outros) apenas 08 são eleitos, de um total de 18 membros, sendo o presidente e o vice indicados pelo prefeito.

Para o conselheiro de Artes Visuais, Cristóvão Coutinho*, que finaliza a gestão atual, a eleição devia ser para também para o cargo de presidente e vice do Conselho Municipal de Cultura em pleno exercício democrático. “A transparência na execução dos recursos é outro tema que deve, no futuro, ser encarado como prioritário e assim tornar viável a demanda que há anos se estende, uma Secretaria de Cultura que funcione autônoma e independente do setor de turismo e eventos, como se encontra agora”, declarou.

cristovaocoutinho_juçara_menezes-02Lei de incentivo à cultura

Para Cristóvão, o espaço é importante na medida em que se discutem os problemas culturais específicos da cidade, se apresentam propostas, embora isto não signifique que se possam executar. “O Conselho poderia estar mais próximo da Manauscult de forma consultiva. Merece mais autonomia. Precisamos urgente contar com uma política em que os representantes das categorias possam ter uma participação efetiva na administração”, explicou.

Na opinião de alguns conselheiros e de muitos artistas, falta ser aprovada a Lei de Incentivo à Cultura em Manaus. Esta deve ser uma bandeira a ser conquistada imediatamente. Na oportunidade de ser conselheiro junto com outros artistas, Cristóvão Coutinho informou que na sua gestão (de julho 2013 a julho de 2015) foram realizadas, na área de artes visuais, atividades, como seminários, construção de editais e a 1ª mostra Manaus, dentre outros.

*Cristóvão Coutinho é curador e artista, especialista em artes plásticas e contemporaneidade na UEMG. (Mercedes Guzmán – Fotos: Juçara Menezes)

 

Roberto Brasil