Conselho de Farmácia do Amazonas alerta para automedicação

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“O mesmo remédio que cura, pode matar”. A frase é da diretora-presidente do Conselho Regional de Farmácia do Amazonas, Ednilza Guedes, e alerta para o risco da automedicação e venda clandestina de remédios em mercadinhos e ambulantes.

Segundo Ednilza Guedes, a automedicação é um problema muito comum no Brasil e, mesmo com várias campanhas, ainda há muito o que fazer para conscientizar as pessoas sobre os perigos dessa prática.

“A automedicação é tudo que fazemos sem consultar um profissional de saúde. Tenho uma dor de cabeça, vou lá pego uma dipirona e pronto. Infelizmente, muita gente já morreu ao tomar um simples dorflex pra dor de cabeça, ou colocar sal debaixo da língua achando que estava com pressão baixa”, contou.

Ednelza

Ednilza Guedes

A automedicação é responsável por cerca de 20 mil mortes anualmente no país. Os dados são da Associação Brasileira de Indústrias Farmacêuticas (Abifarma).

“Recentemente fizemos uma ação em parceria com a Fundação de Vigilância Sanitária (FVS) e seguimos em campanha. Vamos insistir em conscientizar e fiscalizar. Para isso, contamos com o apoio da sociedade”, disse Guedes.

De acordo com a diretora-presidente, a população pode denunciar quem vende remédio sem prescrição médica ou estabelecimentos que não tenham a presença de um farmacêutico por meio do telefone 92 3584-4042.

“Toda farmácia ou drogaria deve respeitar a Lei 13.021/2014 que exige a presença do profissional farmacêutico durante todo o horário de funcionamento. Pode ficar tranquilo que nós preservaremos a pessoa que denunciar”, adiantou.

Roberto Brasil