CONJUNTURA E AS POLÍTICAS DE GOVERNO

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Ademir-RamosA matéria é recorrente seja na família, nas empresas públicas ou privadas, necessariamente deve-se avaliar e analisar a conjuntura – situação, quadro ou cenário – para se tomar determinadas decisões quanto ao consumo, investimento ou novas medidas que venham racionalizar custos na perspectiva de se garantir a continuidade das ações.
Aparentemente depende apenas de uma decisão isolada, o que é um grande engano, porque a tal conjuntura configurada na situação presente que enfrentamos resulta de variantes que decorrem, sobretudo, de decisões políticas que regram preços e por consequência o mercado.

O caso exemplar é o aumento de combustível que direta ou indiretamente impacta sobre todos os segmentos de mercado, transferindo os aumentos para o consumidor o que se alastra para toda a sociedade no formato de um torniquete a torturar principalmente os assalariados.
No campo da política a situação é mais cinzenta ainda, quando não se confia nos atos do governante ou quando este age de má fé para saquear do orçamento público recursos vultosos em favor de corporações privadas, que bancaram determinados favores eleitorais e agora apresentam a fatura com fito de ressarcir os valores com juros e ganhos quase sempre com a “sofrência” do povo trabalhador e dos excluídos.

Para isso, o poder executivo vale-se de sua base aliada e dos meios de comunicação para convencer a sociedade que ele está certo em sua análise de conjuntura quanto à crise que vive ou se vai viver. Alguns governantes tiram proveito da miséria da seca ou das inundações para saquear o cofre público, alegando “estado de calamidade” e com isto promovem compra superfaturada e outros feitos sem licitações o que favorece a corrupção a o assalto a economia popular.

A análise e avaliação da conjuntura local, nacional e internacional requer transparência da contabilidade pública o que não temos de pronto. Ademais, as definições das prioridades governamentais quase sempre são definidas à revelia das demandas e reivindicações populares, o que fortalece o domínio do poder executivo que às vezes, arbitrariamente, impõe sobre o povo uma forma de ver e pensar único, não permitindo a crítica ou qualquer forma de questionamento.

Por isso, deve-se lutar por um legislativo autônomo e independente, pelo fortalecimento dos instrumentos de controle social através de audiências populares e auditórias cívicas, bem como, pela imprensa livre seguida de estruturas econômicas organizacionais pautadas na economia de mercado caracterizada pela força de suas corporações frente ao Estado, que por sua vez deve primar muito mais pela distribuição do que pela acumulação da riqueza.

Roberto Brasil