Comissão do impeachment dá 24h para defesa de Dilma

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O senador Raimundo Lira (PMDB-PB), indicado pelo PMDB para presidir a comissão do impeachment

O senador Raimundo Lira (PMDB-PB), indicado pelo PMDB para presidir a comissão do impeachment

O presidente da Comissão Especial do Impeachment, Raimundo Lira (PMDB-PB), decidiu nesta terça (26) que a defesa da presidente afastada, Dilma Rousseff, poderá ter um dia a mais para apresentar as alegações finais da petista no processo de seu afastamento definitivo.

Lira conversou por telefone com o relator do processo, Antonio Anastasia (PSDB-MG), nesta noite e o tucano concordou com a prorrogação do prazo. Inicialmente, a data final para que o documento fosse apresentado à comissão era até esta quarta (27). Assim, os advogados de Dilma deverão entregar as alegações na quinta (28).

A defesa pediu que o prazo fosse prorrogado em dois dias porque os documentos do processo ficaram inacessíveis no sistema do Senado durante o último fim de semana. Os advogados também alegaram que o site do TCU (Tribunal de Contas da União) não estava em pleno funcionamento no mesmo período, o que dificultou a elaboração das alegações.

Lira, no entanto, decidiu por conceder metade do tempo que foi pleiteado por entender que, assim, o relator também não será prejudicado, já que Anastasia apresentará seu parecer em 2 de agosto. O peemedebista também alegou que a suspensão do sistema foi anunciado com antecedência e que ele voltou a funcionar antes do prazo estimado, que era de 48h de interrupção. A defesa de Dilma não recorrerá da decisão.

*Estadão Conteúdo

Roberto Brasil