Comissão de parlamentares vai lutar pelo não fechamento do aeroporto Eduardinho

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Uma comissão especial formada por deputados estaduais, federais e senadores do Amazonas vai intermediar junto ao Governo Federal o não fechamento do Terminal II do aeroporto Eduardo Gomes, também conhecido como Eduardinho.

A criação da comissão especial foi anunciada nesta quinta-feira (06) pelos deputados Wanderley Dallas, Adjuto Afonso e Sidney Leite, que pretendem mobilizar os parlamentares do Amazonas em defesa do Eduardinho.

A comissão especial deve ser formada por três senadores, oito deputados federais e pelo menos 20 deputados estaduais do Amazonas. A intenção é levar a reivindicação do não fechamento do aeroporto até os ministérios do Planejamento e dos Transportes.

“Estamos unindo esforços para evitar o fechamento do aeroporto Eduardinho”, afirmou Wanderley Dallas, que preside a comissão de Transporte da Aleam. “Ninguém da Infraero ou do ministério dos Transportes consultou o Amazonas sobre o fechamento do aeroporto. Isso é um desrespeito com o povo do Amazonas”, criticou Dallas.

Segundo foi divulgado pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), o aeroporto Eduardinho será fechado no mês de agosto. Todas as operações serão transferidas para o aeroporto internacional Eduardo Gomes. A medida deve gerar a demissão de 500 trabalhadores que atuam no Eduardinho.

“O fechamento do Eduardinho é o primeiro passo para privatização do aeroporto Eduardo Gomes, conforme já foi divulgado pelo Governo Federal”, lembrou Dallas.

Na semana passada, os ministérios do Planejamento e dos Transportes divulgaram a lista de aeroportos que devem ser privatizados até o ano 2020. Entre eles está o de Manaus, que foi incluído na lista devido grande volume de cargas oriundas do Polo Industrial de Manaus.

“Estão de olho no aeroporto Eduardo Gomes porque ele é o terceiro colocado no volume de cargas despachadas no Brasil”, alertou Dallas. “Estão de olho no lucro com o transporte de cargas, mas esquecem de melhorar as condições do transporte de passageiros”, denunciou o deputado.

Roberto Brasil