COMDEC vai fiscalizar qualidade da água para os passageiros nas embarcações

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A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara Municipal de Manaus (COMDEC/CMM) vai realizar uma fiscalização nas embarcações regionais, para averiguar a qualidade e controle da água potável oferecida à população usuária do transporte, disse o presidente da Comissão, vereador Álvaro Campelo (PP). A decisão, ocorreu após denúncia do surto de infecção intestinal, provocado pela má qualidade da água de consumo dos barcos, apontada pela Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), durante reunião na Casa Legislativa. 

Durante a reunião, que envolveu outros órgãos competentes para tratar o assunto, a Comissão propôs, ainda, que o Porto de Manaus e a Manaus Ambiental aumentem de cinco para dez, os pontos de abastecimento de água às embarcações. “Em breve faremos uma fiscalização nas embarcações, com o apoio da Anvisa, Agência Reguladora dos Serviços Públicos Concedidos (Arsam), Procom e outros órgãos ligados ao tema”, frisou o presidente da COMDEC. 

O coordenador Regional da Anvisa, Flávio Almeida, que pediu providencias urgentes na busca de alternativas para resolver o problema, destacou que o órgão tem sido notificado com surtos provocados pela ingestão de água contaminada oferecida pelas embarcações. “A nossa preocupação é que as  queixas da população em relação à qualidade da água dos barcos tem aumentado. Precisamos buscar alternativas para o fornecimento de água de boa qualidade às embarcações do Porto de Manaus”, observou o coordenador. 

De acordo com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), numa embarcação, com destino à Itacoatiara (distante 176,09 quilômetros de Manaus), houve um surto à bordo de infecção intestinal em 15 passageiros, provocado pela ingestão de água contaminada, causando uma morte, como informou Flávio Almeida. 

O coordenado de Controle de Qualidade de Água da Manaus Ambiental, Eidi Nishiwaki, explicou que a concessionária fornece o serviço ao Porto de Manaus, à plataforma do Rodway e à plataforma das Torres, para abastecimento das grandes embarcações como os navios de cruzeiro e Ibero Star. Já o abastecimento às embarcações regionais só é realizado perante solicitação à gestão do Porto ou para a Manaus Ambiental. 

“O que ocorre, é que, a água fornecida nas embarcações menores, ou está sendo abastecida clandestinamente, ou por meio de outras embarcações, ou se está utilizando a água do Rio Negro, a qual não atende a nenhum padrão de qualidade, causando doenças intestinais”, disse Nishiwaki, ao acrescentar, que é preciso buscar um meio de controle dentro dos recreios para o consumo de água saudável. 

No próximo dia 5 de outubro, a Comissão de Defesa do Consumidor vai realizar outra reunião na Câmara, com a participação da Antaq, Arsam e Marinha para debater à questão, informou Álvaro Campelo.

Roberto Brasil