Comdec-CMM é contra o aumento de passagens de ônibus

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Ver. Álvaro Campelo

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Nesta segunda feira  (11), o presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da CMM (Comdec), Álvaro Campelo (PP), qualificou como  inoportuno e inaceitável o aumento de passagens de ônibus e disse ser contra o reajuste.

“Nós respeitamos as decisões judiciais, no entanto isto não quer dizer que devemos concordar ou aceitar as decisões que são impostas à população. O valor fixado é extremamente pesado para os usuários deste transporte”, disse o vereador Álvaro Campelo ao comentar o anúncio de reajuste.

Reunião contra o aumento

Segundo o presidente da Comdec, a Comissão de Defesa do Consumidor já se manifestou contrária e entrou em contato com os outros órgãos de defesa do consumidor em Manaus e anunciou sua participação na primeira reunião hoje, às 17hs, na sede da Defensoria Pública do Estado, com a Defensoria Pública, o Ministério Público, ambos do estado, e os demais órgãos de defesa do consumidor que quiserem fazer parte dessa luta.

“Não obstante tenha conhecimento de que o prefeito Arthur Neto também estará em uma reunião hoje à tarde com os representantes das empresas de transporte coletivo, no sentido de tentar fazer com que eles retrocedam dessa ideia, a Comdec, juntamente com os outros órgãos já está nesta luta para tentar reverter essa situação”, acrescentou o vereador Campelo.

“Nosso país atravessa hoje uma gravíssima crise econômica, e isso vai impactar diretamente os trabalhadores, as pessoas que estão desempregadas, os aposentados, os pensionistas, enfim, não podemos permitir que isto aconteça, se depender da posição da Comdec, o reajuste não deve ser aplicado”, disse Álvaro Campelo. Explicou ainda que embora as empresas estão passando por dificuldades, elas dependem dos usuários para sobreviver. “Se estes usarem menos o transporte coletivo – porque essa vai ser a saída a persistir a ideia do reajuste -, claro que a saúde financeira das empresas ficará ainda pior”, apontou o parlamentar.

Quanto à possibilidade dos representantes das empresas assinalarem a questão de demissões de trabalhadores como alternativa no caso de não haver o reajuste do preço das passagens ou adoção de índice abaixo do que os empresários desejam, Álvaro Campelo foi duro em seu comentário: “Aí teremos que agir com maior rigidez. Não podemos também fazer com que pais de família sejam penalizados por conta disso. As empresas também recebem subsídios do município e do estado, têm isenção de impostos, sendo, portanto, extremamente beneficiadas. Dessa forma isso não é aceitável por parte da Comissão de Defesa do Consumidor e nem desta Casa”, concluiu.

Roberto Brasil