Combustíveis ficam mais caros a partir de hoje

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O governo federal anunciou nesta quinta-feira (20) o aumento da tributação de PIS/Cofins sobre os combustíveis. Se for repassado integralmente ao consumidor, o litro da gasolina ficará R$ 0,41 mais caro; o diesel será onerado em R$ 0,21; e o preço do litro álcool terá impacto de R$ 0,20. O aumento começa a valer a partir desta sexta-feira (21), mas o repasse nas bombas, se integral ou parcial, depende de cada posto de combustível.

Aos consumidores resta adotar medidas para economia no consumo de combustíveis. Segundo especialistas, medidas simples como manter os pneus calibrados, reduzir o uso do ar-condicionado, trocar as velas no tempo indicado no manual do veículo são algumas atitudes que podem causar economia de até 20% no consumo. Além disso, sempre vale procurar postos com preços mais em conta.

A área econômica do governo explicou que o aumento no PIS/Cofins foi necessário para tentar arrecadar R$ 10,4 bilhões a mais neste ano e atingir a meta previamente estabelecida.

Corte no orçamento

Mesmo com o aumento nos combustíveis, ainda será necessário cortar R$ 5,9 bilhões em despesas para fazer frente ao rombo que existe hoje no Orçamento do governo federal sem colocar em risco o cumprimento da meta fiscal deste ano, de déficit de R$ 139 bilhões.

A ampliação do corte ocorre em meio às reclamações de diversos órgãos que estariam estrangulados pela falta de recursos. Alguns deles, como as polícias Federal e Rodoviária Federal, chegaram a ameaçar paralisar seus serviços. O valor total do contingenciamento em vigor neste ano subirá para R$ 44,9 bilhões, superando inclusive o bloqueio inicial anunciado no fim de março, de R$ 42,1 bilhões.

As medidas foram anunciadas em nota divulgada de maneira conjunta pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento, depois de o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmar na portaria da sede da pasta em Brasília que haverá aumento de tributos.

O presidente Michel Temer já assinou o decreto que eleva as alíquotas. Desde a quarta-feira (19), fontes do governo admitiam que um aumento de impostos teria “impacto político”, justamente no momento em que Temer tenta angariar votos para derrotar a denúncia contra ele no Congresso Nacional.

A ampliação do corte em meio às reclamações dos ministérios por falta de recursos deve ampliar ainda mais esse impacto. A equipe econômica espera compensar esse bloqueio adicional com o recolhimento de receitas extraordinárias previstas para o segundo semestre.

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Roberto Brasil