Com mais de 13 horas, sessão do impeachment entra pela madrugada

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Sessão da comissão especial que discute o pedido de impeachment de Dilma Rousseff

Sessão da comissão especial que discute o pedido de impeachment de Dilma Rousseff

A sessão para discussão do relatório que defende a abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff durou mais de 13 horas e só terminou na madrugada deste sábado (9).

Os sucessivos discursos pró e contra o impeachment foram acompanhados pelos deputados em meio a muitos cafezinhos, bocejos e cochilos. No encerramento da sessão, às 4h42 deste sábado, 28 deputados estavam presentes. O colegiado tem 65 integrantes titulares.

A comissão especial votará o parecer do deputado Jovair Arantes (PTB-GO)nesta segunda-feira (11). Há maioria para aprovação do relatório. Dos 115 deputados que se inscreveram para falar, 62% estavam na lista favorável ao impeachment.

No começo da madrugada, a Folha flagrou sinais de cansaço em vários deputados.

Na reta final do debate, o número dos favoráveis a Dilma se reduziu a quase zero, o que levou os discursos a se concentrarem na defesa de destituição da petista.

“O impedimento da presidente Dilma já está dado”, afirmou Mendonça Filho (DEM-PE), segundo quem mesmo que ela escape ao impeachment terá que delegar o governo ao ex-presidente Lula.

O deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA) chegou a dizer que Dilma desviou “uns trocados para o bolso dela” e não é digna nem honrada, porque, segundo ele, montou todo o esquema de corrupção agora investigado.

Um dos poucos que a defendeu, o líder da bancada do PMDB, Leonardo Picciani (RJ), também a criticou. “Chegamos a essa situação porque os que ganharam a eleição não tiveram a humildade de reconhecer que ganharam em um país dividido e não procuraram um governo de união nacional. E os que perderam não se resignaram com a derrota e só pensaram em sua ambição política.”

Na reta final, o único deputado do PT presente era Paulo Pimenta (RS).

(Com Folhapress)

Roberto Brasil