COM A CORDA NO PESCOÇO

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Ademir-RamosA malandragem de paletó e gravata está pulando que nem pipoca na panela pra se livrar do flagrante, queimando arquivo, destruindo prova pra tirar o seu da reta. O fato é que os bacanas da política que tem rabo preso estão no fio da navalha. A Lava Jato vem fazendo uma devassa na vida pregressa desses meliantes do planalto que dão pinta de honrados com papel passado, mas, por debaixo do pano assaltam o cofre público pegando propina das construtoras para facilitar as licitações das obras públicas e quando possível livrá-los das Comissões Parlamentares para evitar com isto qualquer constrangimento. Em compensação, os políticos viciados usando das prerrogativas da bandidagem têm a sua disposição avião pra cá e pra lá e malas de dinheiro para bancar suas candidaturas, contanto que continuem aprovando os projetos de interesse das construtoras para lavar dinheiro, acumulando mais riqueza e poder. E o povo “que exploda” porque não grita e muito menos luta para garantir o que é seu. Saiba que na cabeça dos políticos corruptos o voto é um toma lá da cá, enfim é um grande negócio e o Partido nessa situação é só uma lavanderia para limpar o dinheiro sujo das propinas como a Lava Jato tem comprovado.

COM A CORDA NO PESCOÇO: O povo sabe e conhece em quem pode confiar na política. Sabe sim diferençar o joio do trigo. O que não sabe é como sair do miserê em que se encontra e por isso muitas vezes tem que comer na mão dos políticos bandidos, ficando refém de sua vontade, tornando-se cúmplice das armações perpetradas para saquear o Estado. A razão de toda esta sacanagem é o próprio sistema eleitoral que centra suas peças no Partido, que em época de eleição se amplia para Coligação, que por sua vez se transforma numa Quadrilha sob o taco de um caciquismo oligárquico que é capaz de matar para não perder o controle do Estado. Os males da corrupção nos aparelhos de Estado são os danos causados as instituições democráticas e, em particular, na qualidade de vida do nosso povo, provocando a chaga da desigualdade social, impossibilitando as pessoas desenvolverem-se com dignidade e cidadania. O Governo do PT em vez de enfrentar o problema da “questão social” com políticas de incentivo a indústria e ao campo, racionalizando os meios para minimizar a desigualdade social, resolveu optar por políticas compensatórias ofertando bolsas e facilitando créditos, criando assim uma situação insustentável, que quando explodiu deixou o povo com a corda no pescoço.

RAZÕES DA DESIGUALDADE: A Indústria e o Comércio – produtos e serviços – não são autônomos depende das políticas definidas pelo Governo para operar seus investimentos e com isso taxar sua margem de lucro seguido de sua responsabilidade social. Ora, se não tem incentivo e muito menos mercado pra quem vai vender quem vai consumir e se isto não funciona a roda da economia não gira e tudo fica parado. Sem emprego na cidade o cidadão é um “vira-lata”, sem terra e implementos agrícolas, o trabalhador do campo é um Zé Ninguém, vira pau mandado dos fazendeiros e daqueles que se dizem dono da terra. Pelo menos no interior do Estado, o trabalhador ainda pode recorrer ao extrativismo da pesca e da caça com risco de ser preso por ameaçar a Fauna. A miséria se alastra e a indústria que poderia gerar posto de trabalho, não conta com apoio do Governo, vai cantar em outra freguesia. E o mais grave de tudo é a inoperância do Governo, que não faz e não deixa ninguém fazer, e para livrar a sua cara empurra de barriga o problema culpando a crise de tudo e com isto pode está surrupiando recurso público, fazendo caixa, enquanto o povo corre da sala pra cozinha  “vendendo a janta pra comprar o almoço”.

A corrupção no Governo é um crime porque tira da boca do povo o seu alimento e mais grave ainda transforma a nossa gente em pedinte e miserável. Com a corrupção instalada, os Governos deixam de investir na Segurança, Educação, Saúde, Cultura, Ciência, Saneamento, entre outras prioridades para atender as necessidades do nosso povo. A sustentabilidade da nossa gente seja na cidade ou no campo requer que façamos um mutirão de combate a todo tipo de corrupção que venha afetar a economia pública. Mas, para que isso aconteça é necessário fortalecer as organizações populares com articulações local e nacional visando assegurar os Direitos Sociais, unificando força para lutar juntos contra a imoralidade na política e dos políticos com objetivo de se afirmar não mais como um pedinte, mas como cidadão (ã) no exercício de seus Direitos. Desta feita, resgatamos nossa dignidade e com orgulho vemos nossos filhos e filhas, netos e netas crescerem na prosperidade combatendo a desigualdade e as injustiças sociais.

Roberto Brasil