CIÊNCIA E TECNOLOGIA COMO PLATAFORMA DE DESENVOLVIMENTO NO AMAZONAS

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Ademir-RamosO que era um sonho virou realidade. Contudo, se não tiver uma atenção devida pode se transformar num pesadelo porque a política requer cada vez mais musculatura para operar este campo com articulação entre os órgãos afins focado numa prioridade de Estado seguido de uma política de gestão do conhecimento numa perspectiva do Desenvolvimento Científico e Tecnológico amparado na formação de novos doutores assentados, estrategicamente, nos diversos campos das ciências e dos saberes tradicionais qualificados como valores de nossa sociobiodiversidade.

Nesta perspectiva é que compreendemos o Projeto Político do Governo Melo, quando em sua fala ressalta a educação como matriz do desenvolvimento. Nesta conjuntura destaca-se a importância da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), assim como também a Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM) e a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, em tratativas com as instituições de ensino e pesquisa pública ou privada nacional e internacional, com assento no Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia, nos termos determinados pela Constituição Estadual, que em seu capítulo IX, agregou 06 (seis artigos) ordenando legalmente a implantação de uma política de Estado, visando o homem da região como o maior beneficiário.
O Estado leia-se, o Governo do Estado, em cumprimento a Constituição, em seu Art. 216, deve manter o Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia como órgão superior de assessoramento ao Governador relativo às atividades de formulação, acompanhamento, e avalição da política estadual de desenvolvimento científico e tecnológico promovendo e coordenando diferentes programas de pesquisa em consonância com as diretrizes de uma política de gestão do conhecimento visando à construção de uma plataforma de referência de pesquisa direcionada à sociobiodiversidade, tendo como produto a biotecnologia.
Por esta razão é necessário que o Governo do Estado e a bancada federal estejam juntos, pressionando o Governo Dilma Rousseff, para implementar o mais rápido possível, o pleno funcionamento do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), como plataforma do nosso desenvolvimento sustentável articulado com o Polo Industrial de Manaus. Se assim fosse, o Governo Melo se distinguiria na história política do Estado e daríamos um salto de qualidade numa perspectiva socialmente justa e economicamente sustentável.
Roberto Brasil