Chico Preto: A política da “troca de favores”

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Segundo reportagem divulgada na imprensa local, o STF abriu inquérito contra o ex-prefeito de Manaus, Alfredo Nascimento, por desvio de dinheiro público e fraudes em licitação. De acordo com a denúncia, enquanto era Ministro dos Transportes, Alfredo autorizou a contratação de empresas que recebiam, mas não faziam as obras. Em troca do benefício, as empresas davam propina ao Ministro e aos demais membros do PR, liderado por ele.
Ora, essa política da “troca de favores” é muito comum na gestão pública. Para se chegar a um cargo público, muitas vezes, o candidato recebe recursos privados, desde que o seu compromisso seja com quem o financia. Embora o STF tenha proibido a doação por empresas privadas, o dono da empresa pode doar como pessoa física, o que não muda muita coisa.
Prova disso é a influência das empresas que transformam o processo eleitoral em jogo político de cartas marcadas, que faz do eleitor um fantoche: o candidato que detém a maior soma de recursos é aquele que fez mais contatos com os donos das empresas, passando a representar os interesses deles e não o interesse do povo, que seria o interesse legítimo.
Sendo assim, é preciso que não só a população queira mudar a atual conjuntura da política, mas atentar para essa jogada da “troca de favores”, em que um “sai de cena”, mas deixa seu sucessor para continuar com os contatos e os financiamentos eleitorais, cujo resultado dispensa comentários porque é vivenciado no dia a dia por todos nós, através da má prestação dos serviços.

Mario Dantas