Cheia leva preocupação aos comerciantes do Centro de Manaus

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Em 2012, o centro de Manaus sofreu com a maior cheia da história do Amazonas

Comerciantes do centro de Manaus, preocupados com a subida do rio, planejam executar nas próximas semanas medidas de prevenção para evitar que a água vinda do rio Negro invada as lojas. Na última sexta-feira (31), o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) divulgou que, possivelmente, a enchente de 2017 será a segunda maior já registrada no Amazonas.

Nesse período do ano é comum ver lojistas no entorno da Manaus Moderna, região que todos os anos sofre com alagações, começarem a movimentação para colocar barreiras nas portas dos comércios. Além de realizarem o trabalho de suspensão das mercadorias, da exposição e do estoque, para não amargarem grandes prejuízos. Planos já estão saindo do papel, tudo para que nenhum contratempo atrapalhe o dia a dia dos comerciantes.

O empresário Vicente Américo alega que, mesmo tendo prejuízo com a compra de madeiras e sacos de arreia, não abre mão de fazer as tradicionais marombas para proteger o estoque da enchente. Ele destaca que essas ações já fazem parte da rotina dos lojistas e, é algo necessário para a sobrevivência do comércio nesta época do ano.

“Todos os dias acompanho a subida do rio. Quando a água estiver próxima da boca dos bueiros da Manaus Moderna, começo a construir a barreira de arreia e a plataforma de madeira para subir as minhas mercadorias. É um mal necessário neste período do ano. É melhor gastar um pouco mais com as marombas e contenções, do que perder todos os produtos”, ressaltou.

De acordo com o comerciante José Loureiro, esta semana começaram os trabalhos de realocação das mercadorias.

No entanto, há comerciantes que ainda estão na zona de conforto, quando se trata de enchente. Alguns lojistas da rua dos Barés, não acreditam numa possível cheia histórica e afirmam que este ano, a subida do rio não alagará as vias do centro da cidade.

“Em anos passados, neste período, a água já tinha tomado conta das ruas desta região. Neste ano, ainda não percebemos nenhuma ameaça de alagação. Por enquanto, vamos esperar subir um pouco mais para depois tomar alguma providência”, disse Elson Freitas.

A Defesa Civil de Manaus informou que na segunda quinzena deste mês dará início às construções das passarelas nas ruas que forem afetadas pela subida do rio Negro.

Na ocasião, o órgão divulgou que neste primeiro momento, 15 bairros serão beneficiados pela Prefeitura de Manaus.

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Roberto Brasil