Chagas propõe moção de repúdio contra consórcio que administra hidrelétricas do rio Madeira

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Dep. Dermilson Chagas

Dep. Dermilson Chagas

O deputado estadual Dermilson Chagas (PEN) pediu, nesta terça-feira (20), que a Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM) faça uma moção de repúdio contra o consórcio das hidrelétricas Santo Antônio e Jirau por causarem impactos ambientais nos Estados do Amazonas e Rondônia. Segundo Chagas, a baixa navegabilidade do rio Madeira é um dos principais impactos causados pelas hidrelétricas por promover a retenção de água em Rondônia.

O fenômeno prejudica o transporte de produtos e gera prejuízo econômico para a região. “Quem sofre as consequências são os ribeirinhos e pescadores que moram na várzea e que dependem do ciclo natural do rio. Hoje, esse ciclo é regulado por um botão nas usinas. Com o período da estiagem, a situação se agrava. O transporte de derivados de petróleo, soja e milho está prejudicado o que aumenta os custos de produção do setor primário e pode gerar uma crise de abastecimento de combustível no interior”, disse.

Chagas afirmou ainda que o problema piora por conta da falta de dragagem no Madeira. “Se tivesse sido feita na época correta os danos seriam menores” afirmou o deputado citando o procedimento de licitação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). A dragagem foi estimada em R$ 81.825.643,70 e deveria ser realizada periodicamente durante 60 meses.

 Impacto na indústria

 O parlamentar também frisou que o Polo Industrial de Manaus, que já sofre com os impactos da crise econômica, também é afetado pela situação grave do rio Madeira. “Nós temos problemas ambientais, temos problemas no pescado com a escassez de peixes e temos problemas que afetam o polo industrial de Manaus, já que grande parte dos insumos das empresas do distrito e os produtos que saem daqui são transportados pelo rio. Essa é a situação do  Madeira após as usinas que não geram energia para o nosso Estado e nem recebemos royalties por isso. A represa do lado de lá (Rondônia) está cheia e no Amazonas há uma seca severa”.

Mario Dantas