CDC-Aleam convoca Açaí Transportes para esclarecer problemas no funcionamento dos elevadores para cadeirantes

By -

açai-reuniao-02Após receber uma denúncia de problemas no funcionamento dos elevadores para uso das Pessoas com Deficiência (PCD’s) nos ônibus da empresa Açaí Transportes, a Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (CDC-Aleam) convocou a concessionária para prestar esclarecimentos e apresentar melhorias. A reunião ocorreu, na manhã de hoje, com representantes da Açaí e do Programa Estadual de Proteção, Orientação e Defesa do Consumidor (Procon-AM).

A reclamação foi do morador do Residencial Viver Melhor e servidor da Aleam, Francisco Motta. Ele é cadeirante e denunciou à comissão que sofre, diariamente, com os problemas nos elevadores para os deficientes das linhas 356 e 358, o que tem forçado a passar horas esperando por um coletivo que atenda à sua necessidade para ir ao trabalho ou retornar para casa.

“Às vezes os motoristas avisam que o elevador está com defeito, outras vezes até ignoram o meu sinal pedindo parada e passam direto. E eu fico esperando um ônibus que sirva ou conto com a boa vontade de algum motorista ou cobrador para me ajudar a subir”, lamentou o servidor.

açai-reuniao-01A sócia da empresa, Meibe Furletti, informou que, como a empresa Açaí é responsável por atender o Residencial Viver Melhor, localizado no bairro Santa Etelvina, Zona Norte, onde há um número alto de PCD’s – em torno de 140 cadeirantes usuários do transporte coletivo, segundo os dados da empresa – a concessionária tem se preocupado em realizar a revisão diária dos elevadores, inclusive contratou uma empresa de manutenção especializada nos equipamentos e uma funcionária PCD que fiscaliza o uso dos elevadores e recebe denúncias dos usuários sobre o mau funcionamento dos equipamentos, por meio de grupos no aplicativo WhatsApp.

O gerente de tráfego da empresa, Reinaldo Lima, explicou que todos os ônibus saem das garagens com os elevadores em funcionamento, o que ocorre, de acordo com ele, é que, com a trepidação devido às condições das vias, pode acontecer de apresentar defeito ao longo do trajeto. No entanto, ele ressaltou que os problemas técnicos não justificam o comportamento dos motoristas em não parar para dar a informação ou oferecer ajuda às PCD’s. “A empresa vai reforçar o treinamento aos motoristas e até punir em caso de desrespeito com os cadeirantes”, garantiu.

Roberto Brasil