Casa flutuante roubada em Manacapuru aparece desmontada em Iranduba

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Da casa, restaram apenas as boias e a base do assoalho – Divulgação

Imagine que você está voltando para casa após um dia de trabalho e, ao dobrar a esquina de casa percebe que sua residência não está mais no lugar de sempre. Onde antes havia uma casa, agora há apenas um espaço vazio, como se nunca uma construção houvesse estado ali. Esta cena aconteceu no município de Manacapuru, distante 69 km de Manaus. O flutuante da aposentada Zilma Nascimento, de 75 anos, foi levado, inteiro, na madrugada de quarta-feira (12), logo após ter sido reformado e colocado à venda.

Fim do mistério

O mistério acabou na manhã deste domingo (16), quando as boias e a estrutura de madeira que formam a base do flutuante foram encontrados no rio Solimões, nas proximidades da Ilha da Machetaria, no município de Iranduba, a 27 km da capital amazonense. No local, tábuas boiando identificavam a procedência da madeira, pelas cores pintadas – as mesmas utilizadas na reforma recente feita pela proprietária.

De acordo com “dona” Zilma, uma pessoa entrou em contato, após passar pelos restos da moradia, que estava escondida em uma parte erma da ilha, perto do furo do Paracuúba, nas imediações do encontro das águas dos rios Negro e Solimões.

A casa foi desmontada e o material que estava dentro foi levado

“Um irmão da igreja viu as fotos que divulgamos e reconheceu o flutuante quando passou. Meu filho ainda chegou a ir lá,  minhas netas também, mas não havia mais nada dele, apenas tábuas boiando no rio”, contou dona Zilma.

Segundo a neta da aposentada, a estudante Cleiciane Meirelles, 20 anos, a distância de onde o flutuante estava de onde foi encontrado era enorme. Elas gastaram  4 horas e meia de canoa para encontrarem os destroços da casa flutuante.

“O flutuante estava à venda fazia dois dias, mas já haviam arrombado a porta e levado os eletrodomésticos, dois dias antes de desaparecer. Infelizmente, levaram o restante das coisas que sobraram, uma canoa, um tanque de material de pesca e materiais para produzir farinha, que ainda estavam lá”, explicou.

 

Cleiciane explica que não imagina quem possa ter feito isso. De acordo com a estudante, os avós não têm inimigos, ou qualquer problema com outra pessoa que pudesse justificar o ocorrido. Ela afirma que, junto com outros familiares, pretende iniciar uma ação para arrecadar dinheiro e ajudara avó a comprar um novo imóvel.

O delegado da Delegacia Interativa de Polícia (Dip) de Manacapuru, João Batista Flores, disse que vai tentar identificar as pessoas que roubaram o flutuante, já que a casa havia sido totalmente destruída. A Polícia investiga o caso, porém ainda não há pistas sobre suspeitos.

Com PORTAL A CRÍTICA

Roberto Brasil