CARTA DE PRINCÍPIO DO NOVO PROJETO JARAQUI

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Ademir-RamosO documento tem por base definir “O que fazer” do movimento, regrando conduta e orientando posicionamento coletivo quanto às lutas sociais e o zelo pela coisa pública. O Novo Projeto Jaraqui, Plenária Popular que realizamos todos os sábados, em Praça Pública, na República Livre do Pina, reinicia suas atividades no dia 02 (sábado) de maio de 2015, das 10 às 12h, visando agregar novos agentes militantes para que venham fortalecer os movimentos populares na perspectiva de afirmação dos Direitos Sociais.

A Carta de Princípios do Novo Projeto Jaraqui é o documento fundador que legitima sua inserção no contexto político local e nacional, confira o documento abaixo:

O Movimento Social enquanto frente de luta e organização popular conquista a cada dia novos espaços, exercendo a soberania participativa contra grupos e forças particulares que buscam reduzir o Estado aos interesses familiares ou empresariais, alimentando-se da miséria e da ignorância do nosso povo. Para dar um basta a estas políticas de exploração e dominação se faz necessário mobilizar forças representativas dos diversos segmentos sociais para juntos enfrentarmos os desmandos políticos e governamentais que tem contrariado à vontade do povo do Amazonas e da nação brasileira. Neste contexto de luta social está inserido o Novo Projeto Jaraqui, que refundamos nesta data com propósito de promover as discussões para garantir os Direitos Coletivos de nossa população seja do interior ou da capital, dos rios ou das florestas, das pessoas e da biodiversidade que nos cerca.

O Novo Projeto Jaraqui é este Fórum da Cidadania que nasceu em Praça Pública há trinta anos, contando com a participação de representações populares da cultura, do operariado, dos políticos responsáveis, professores, estudantes, escritores, movimento das mulheres, índios, negros e lideranças socioambientais, entre outras. Se no passado lutávamos pela Democratização do País, hoje nos posicionamos contra a corrupção, os políticos ficha suja, o descaso e desmando operante contra a nossa Amazônia, a se manifestar pela cobiça do capital quanto à exploração dos recursos ambientais e seus serviços, na perspectiva da insustentabilidade, empobrecendo o meio ambiente e a qualidade de vida das pessoas no planeta. Este combate deve ser suprapartidário feito por agentes responsáveis capazes de assegurar a prática Democrática do Estado de Direito assentada na participação popular, nas eleições limpas, no fortalecimento do Movimento Social, dos Partidos Políticos programáticos pautados na ética da responsabilidade, na defesa da Amazônia de forma sustentável e socialmente justa, na garantia dos Direitos Fundamentais, na construção de uma cidade sustentável e humana, em articulação com as políticas públicas sob o controle do movimento social.

Os princípios aqui lavrados em Praça Pública devem sustentar os debates, as propostas e assegurar a todas e todos a plena participação no encaminhamento das discussões e formulações das ações em defesa da Qualidade de Vida no Planeta. Para esse fim, é necessário que haja uma coordenação dos trabalhos que conduza, oriente, promova e a articule o fortalecimento do Movimento Social se assim for à vontade da maioria. Esta coordenação diretiva do Novo Projeto Jaraqui deve se pautar na defesa da coisa pública, na transparência, no respeito mútuo entre seus pares. Suas propostas e encaminhamentos deverão ser discutidas e decididos coletivamente rechaçando qualquer ação personalista ou privatista, que reduza o coletivo ao interesse particular ou partidário.

Nesta data, 02 (sábado) maio de 2015, renovamos nossos compromissos firmados em 02 de maio de 2012, aprovados em Assembleia Popular, realizada em Manaus, capital do Amazonas, na República Livre do Pina, na Praça Heliodoro Balbi. Depois da aprovação deve-se publicar e divulgar amplamente entre os variados meios de comunicação.

Roberto Brasil