Cantor Malvino Júnior morreu por engano, diz polícia

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(Foto: Jander Robson)

O cantor de axé Melvino de Jesus Júnior, 42, foi morto por engano no dia 29 abril. O alvo era um traficante, conforme o titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), Juan Válerio.

Nesta terça-feira (13), Kaison Rodrigo Pena da Silva, 23 anos, Ozivan dos Santos Oliveira, 31 anos, e Henrique Silva da Silva, 22, conhecido como “Kinho”, foram apresentados pela polícia suspeitos do envolvimento na morte do artista.

Segundo o titular da DEHS, Kaison e Ozivan teriam contratado Henrique para matarem um traficante conhecido como ‘Vitão’, que queria aumentar as atividades ilegais no município de Codajás. No dia da festa do Açaí, os dois colocaram uma adolescente na entrada do hotel para informar sobre os próximos passos do traficante.

Quando o cantor desceu, ela ligou para Henrique e passou as características de Melvino. Logo depois o homem apareceu no local e realizou os disparos por engano em direção ao artista.

Conforme Juan Valério, um policial presenciou os disparos e correu atrás de Henrique pelas ruas de Codajás, mas o homem acabou fugindo. O titular da DEHS também confirma que “Kinho” participou da morte do soldado da Polícia Militar do Estado do Amazonas (PMAM), Paulo Sérgio Portilho.

Henrique teria aceitado matar o traficante por um quilo de droga. Em conversa com a imprensa durante a apresentação nesta terça-feira, ele afirmou que está arrependido do crime e que matou o cantor por engano. “A minha intenção era acertar o traficante, só que ele era parecido com o cantor. Sem querer acertei ele. Estou muito arrependido com isso daí. Descarreguei um 38. Estou muito arrependido, não queria ter feito isso não”, disse o suspeito.

Os três foram indiciados por homicídio qualificado. Após os trâmites legais, os infratores serão encaminhados para o Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM).

Prisões

Os homens foram presos em cumprimento de mandado de prisão preventiva por homicídio qualificado. A prisão de Kaison ocorreu no último sábado (10), no bairro João Paulo, na Zona Leste de Manaus. Ozivan foi preso em Codajás, distante 240 km de Manaus.

Henrique foi preso nas proximidades do município de Manacapuru. Ele foi interceptado na noite de segunda-feira (12), em uma embarcação com destino ao município de Coari.

(Com PORTAL A CRÍTICA)

Roberto Brasil