Campanha “Mais Mulheres na Política” será lançada segunda-feira (18)

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Dep. Alessandra Campelo

Dep. Alessandra Campêlo

Com o objetivo de assegurar maior igualdade entre homens e mulheres na sociedade, aumentando a participação feminina nos espaços de poder, a Procuradoria Especial da Mulher do Senado lança, no próximo dia 18 de maio, a campanha permanente ‘Mais Mulheres na Política’. O evento será realizado às 9h, no auditório Berlarmino Lins, na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), e contará com a participação de parlamentares de diversos municípios amazonenses, além de movimentos sociais e entidades ligadas a esta causa.

Promovido pela Procuradoria da Mulher do Senado, liderada pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), com o apoio da deputada estadual Alessandra Campêlo (PCdoB), presidente da Comissão da Mulher, das Famílias e do Idoso da Aleam, este evento é resultado de uma articulação iniciada em março, quando mulheres parlamentares de pelo menos 15 municípios amazonenses se reuniram para tratar deste importante tema, na tentativa de expandir o espaço conquistado pelas mulheres nos parlamentos de todo o Estado e diminuir a desigualdade de gênero nestes espaços.

Para o lançamento da campanha, no próximo dia 18, são esperadas cerca de 70 vereadoras, seis prefeitas, oito vice-prefeitas, além das senadoras Vanessa Grazziotin e Sandra Braga (PMDB), da deputada federal Conceição Sampaio (PP) e da deputada estadual Alessandra Campêlo, o que pode ser o maior evento parlamentar direcionado às mulheres do Estado.

Situação

Atualmente, as mulheres ainda ocupam apenas 13% das vagas nos parlamentos ao redor do País. O objetivo desta campanha é garantir que, com a reforma política, cada gênero ocupe pelo menos 30% das cadeiras nos parlamentos. Em um futuro próximo, a senadora espera contribuir para aumentar este percentual para 50%, promovendo um espaço ainda mais igualitário para ambos os gêneros, tanto no congresso nacional, quanto nos parlamentos estaduais e municipais.

“Somente assim os direitos de ambos os gêneros poderão ser garantidos de forma mais equiparada. Não é fácil, porque as mulheres são de partidos diferentes, têm ideologias diferentes. Temos que separar a nossa bandeira desses outros debates, que funcionará de acordo com o partido de cada uma”, ressalta a senadora Vanessa.

Mesmo com a minirreforma eleitoral (Lei 12.891/13), segundo a qual o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve garantir que os partidos destinem ao menos 30% das vagas eleitorais para candidatas mulheres e incentiva candidaturas femininas, os partidos políticos ainda não conseguiram atingir a cota mínima por partido ou coligação. Este fato reforça a preocupação e necessidade de superar tais desafios para uma maior participação da mulher nos parlamentos brasileiros. Além disso, a minirreforma garantiu apenas que 30% das vagas para candidaturas sejam destinadas às mulheres, o que não garante a eleição desse mesmo percentual.

Roberto Brasil