Câmara Municipal de Manaus discute mudanças nos nomes dos bairros

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A Câmara Municipal de Manaus (CMM) discutiu, nesta segunda-feira, 12, a mudança nos nomes de bairros e logradouros públicos da capital para atender a uma recomendação do Ministério Público Federal (MPF). Na recomendação, o procurador da República Alexandre Jabur informa que o município e o estado devem instituir um grupo de trabalho para identificar bens públicos com nomes de pessoas vivas e determinar a adoção de medidas para fazer cumprir o que prevê a Lei Federal 6.454/77, que proíbe o procedimento.

Baseado no encaminhamento do MPF, o vereador Professor Gedeão Amorim (PMDB) apresentou a Indicação 344/2017, destinada à Prefeitura de Manaus para  fazer a substituição dos nomes de bairros e ruas de Manaus, entre eles: os bairros Alfredo Nascimento e Amazonino Mendes, além das ruas de nome Alfredo Nascimento, localizadas nos bairros Aleixo, Mauazinho e Alvorada, e da Rua Amazonino Mendes, no bairro Santa Etelvina, mediante o aval dos moradores que vivem nos locais citados.

Gedeão sugeriu no documento enviado à prefeitura que o bairro Alfredo Nascimento passe a se chamar “Fábio Lucena”, considerando a significativa representação que o jornalista e politico teve para Manaus. “Lucena foi vereador em 1972 e 19760, pelo extinto MDB, sendo um feroz crítico do prefeito manauara Franklin Lima e ao governador da mesma época João Andrade. Também ocupou a cadeira de senador do Estado, em Brasília, eleito em  1982”, destacou o vereador.

O outro homenageado pelo professor Gedeão é o senador Jefferson Peres, sendo a sugestão para o novo nome do bairro Amazonino Mendes.  Peres foi um professor e político brasileiro. Participou, na década de 1950, da campanha “O petróleo é nosso” e, em 1988, foi eleito para seu primeiro cargo público: o de vereador em Manaus, cargo para o qual foi reeleito para segundo mandato, cumprido até 1995, quando assumiu sua cadeira no Senado. Foi candidato à vice-presidência do Brasil nas eleições de 2006, na chapa do também senador pedetista Cristovam Buarque, do Distrito Federal.

Referências

“Seriam dois nomes de grande peso para substituir as atuais identificações dos bairros por nomes de pessoas vivas. Espero que a Câmara aprove essa ideia e o prefeito de Manaus avalie a nossa proposta mediante a concordância dos moradores desses bairros, claro”, disse Gedeão Amorim, destacando que a Lei Federal 6.454/77, proíbe o Poder Público de atribuir a logradouros e bairros, nomes de pessoas vivas ou que tenham se notabilizado pela defesa ou exploração da mão de obra escrava, em qualquer modalidade.

A discussão teve preferência assegurada pelo presidente da Câmara Municipal de Manaus, Wilker Barreto (PHS). “O MPF deu prazo de 30 dias para que a prefeitura tome providências sob a pena de o Poder Judiciário seja acionado. Estamos tentando acelerar esse processo para facilitar o cumprimento da ordem”,  concluiu parlamentar.

Mario Dantas