BRAVA GENTE

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Ademir-Ramos

A crise não é maior do que a nossa esperança, vontade e coragem de vencer. Faz-se necessário enfrenta-la com inteligência e coragem, defendendo propostas e projetos com muita determinação e estratégia, pegando o “touro à unha”, como dizia Leonel de Moura Brizola, o mito fundador do PDT.

Exaltamos Brizola nesta hora porque é preciso que tenhamos um porto seguro capaz de não nos deixar intimidar e muito menos vacilar frente às medidas recessivas do governo Temer alinhado com o capital financeiro nacional e internacional, pondo em risco a vida da nossa gente quanto ao seu desenvolvimento social, econômica, moral e cognitivo, fragilizando, desta feita, a soberania popular representada pela indignação e coragem desta brava gente, que não se deixando abater ocupa escolas, universidades e as ruas contra os vendilhões do Brasil, em defesa da Petrobras e dos direitos fundamentais dos trabalhadores enquanto plataforma do Trabalhismo Democrático amparado na participação popular manifesta na forma de um governo Democrático contrário ao imperialismo econômico, político e cultural.

 

PORTO SEGURO: Os vendilhões do Brasil mancomunados com interesses que afrontam a indústria nacional, bem como a garantia e a criação de novos postos de trabalho, querem porque querem afundar o Brasil na tentativa de se mostrar como “salvador da pátria”, criando um campo favorável para o domínio político e o enquadramento da economia nacional às ordens do Fundo Monetário Internacional e demais agências credoras que se alimentam de uma política econômica rentistas pautadas em taxas de juros altíssimas a representar a expropriação da riqueza nacional restando para ao povo o miserê de cada dia.

Frente à crise plantada é conveniente buscar um porto seguro que sirva de sustentação e guia para vencer as intempéries chegando à outra margem em segurança. Na Democracia Popular, os movimentos sociais e os partidos políticos ganham força desde que estejam articulados por ações programáticas com foco estratégico visando à afirmação dos direitos dos trabalhadores, a integridade e defesa da Nação brasileira orientada por princípios e valores promotores da Justiça social. Portanto, as condições objetivas para a garantia de uma sociedade justa e democrática é a unidade estruturante a ser construída entre Partido e Povo organizado inseridos nas lutas sociais como muralhas participativas que se movem por compromisso pactuado por um ideário comum, socialmente justo e solidário.

No tabuleiro político atual a construção desta mediação entre os movimentos sociais e a sociedade parlamentar ocorre pela mediação do Partido.  Nesta fauna política é importante que sejamos capazes de diferençar “o joio do trigo” senão afundamos todos na vala comum e os sonhos viram pesadelos.

A FORÇA DE UM PARTIDO PROGRAMÁTICO: Na conjuntura política nacional nos deparemos com 37 Partidos com assentos no Congresso Nacional, a maioria tem sido “partido de aluguel” vivendo a sombra do governo. Contudo, é importante atentar para a formação histórica destas legendas e sobretudo conhecer o ideário das siglas e seus posicionamentos frente à luta dos trabalhadores, do patrimônio nacional inclusive a defesa da nossa Amazônia. Dos legados que o Brizola deixou a Nação brasileira é digno de destaque o PDT – Partido Democrático Trabalhista -, que em seu Programa assume compromisso com as crianças e jovens; com os interesses dos trabalhadores; com a mulher; com as causas populares; com a luta dos povos indígenas; com a defesa da Amazônia e do meio ambiente.

O PDT como porto seguro das lutas sociais, em sua Carta Programática, assume compromisso com o povo brasileiro de recuperar toda concessão feita a grupos estrangeiros, lesivos ao patrimônio, à economia nacional e atentatório a nossa soberania.

 

Mario Dantas