Brasil goleia Honduras e jogará por inédito ouro olímpico

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BRASIL - HONDURAS

A seleção brasileira está bem perto do inédito ouro olímpico no futebol masculino.

Garantiu presença na final do torneio com uma fácil e contundente vitória sobre Honduras por 6 a 0, na tarde desta quarta-feira, no Maracanã. Detentor de três medalhas de prata nos Jogos – e duas de bronze -, o Brasil já tem assegurada sua sexta medalha na modalidade. Sábado, também no Maracanã, define se aumenta a coleção prateada ou se coloca uma dourada na galeria, inédita.

Se depender da torcida carioca, o adversário do Brasil tem de ser a Alemanha. “Ô Alemanha, pode esperar, A sua hora vai chegar!”, cantaram os empolgados torcedores, ainda no primeiro tempo, já imaginando que uma vitória sobre a equipe que impôs ao Brasil a humilhante vitória por 7 a 1 na Copa de 2014 tenha gosto de vingança.

Na prática, o jogo disputado sob forte calor no Maracanã (28ºC à sombra) já começou 1 a 0 para o Brasil, pois foram necessários apenas 14 segundos para Neymar abrir o placar. Honduras deu a saída para trás. O atacante pressionou Palacios, roubou a bola e, em seguida, dividiu com o goleiro Luis Lopez para marcar.

Foi o gol mais rápido da história do futebol olímpico, superando os 19 segundos que a canadense Jannie Beckie precisou para marcar na vitória sobre a Austrália por 2 a 0 no torneio feminino desta Olimpíada, em jogo realizado no Itaquerão.

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No lance, Neymar bateu com o queixo e o peito no chão. Reclamou das dores, chegou a chorar enquanto recebia atendimento médico, mas logo se recuperou e continuou – ou melhor, começou – a comandar o show da seleção. Uma exibição com jogadas rápidas, tabelas, lances de efeito, jogo ofensivo. A torcida que estava no Rio ficou empolgada, pois a seleção estava “contagiando e sacudindo essa cidade”.

Honduras estava atônita. Não conseguia fazer uma jogada sequer. Apelava para as faltas. Neymar foi caçado no jogo contra a Colômbia – e a reclamar a cada marcação do juiz Ovidiu Hategan. O romeno, apesar de ter dado dois cartões amarelos para os hondurenhos, chegou a irritar Neymar, e a tomar bronca do capitão da seleção, que o estava achando complacente demais. Na segunda reclamação do brasileiro, respondeu com um tapinha em sua barriga.

Naquela altura da disputa, o Brasil já vencia por 3 a 0. Gabriel Jesus marcara aos 25, completando passe de Luan, e voltara a marcar aos 34, vencendo o goleiro com toque sutil após lançamento de Neymar. O ex-palmeirense tornou-se nesse momento o artilheiro da seleção na Olimpíada, com três gols.

Veio o segundo tempo, Honduras fez duas alterações, mas continuou levando um passeio. Aos 5 minutos, após escanteio, o zagueiro Marquinhos recebeu livre na pequena área e fez o quarto gol. A seleção continuou jogando fácil. Micale aproveitou para substituir Renato Augusto por Rafinha. O meia, que saiu muito vaiado nos jogos contra África do Sul e Iraque em Brasília, desta vez foi aplaudido e teve o nome gritado ao deixar o campo – muitos flamenguistas foram ao Maracanã, mas os aplausos foram de todos os presentes.

O time continuou criando chances de gol e poderia ter ampliado até antes dos 33 minutos, quando Luan, debaixo da trave, completou o passe de Felipe Anderson (entrara no lugar Gabriel Jesus) e fez o quinto – o gremista, com isso, se igualou a Jesus com três gols na artilharia do time. Honduras não tinha mais ânimo nem para bater nos rivais. A torcida fazia a festa na arquibancada e os jogadores brasileiros, certamente, já pensavam na final que pode ser consagradora. Mas ainda teve tempo para o sexto gol, num pênalti sofrido por Luan. Neymar bateu e juntou-se à turma dos três gols pela seleção.    ESTADÃO

Áida Fernandes