Brasil, Colômbia e Peru debatem exploração sexual na tríplice fronteira

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De 25 a 30 por cento de denúncias feitas correspondem ao crime de exploração sexual infantil

De 25 a 30 por cento de denúncias feitas correspondem ao crime de exploração sexual infantil

O combate à exploração sexual de crianças e adolescentes na tríplice fronteira (Brasil, Colômbia e Peru) esteve em discussão na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) em evento realizado na última semana. O encontro “Diálogo entre países da região amazônica: Brasil, Colômbia e Peru” é fruto de uma parceria entre a Rede ECPAT Brasil, Instituto de Assistência à criança e ao adolescente Santo Antônio (IACAS-AM) e Secretaria de Direitos Humanos do Governo Federal e tem o objetivo de pactuar ações conjuntas para o enfrentamento à exploração de crianças e adolescentes nos países participantes.

A Rede ECPAT Brasil é uma coalizão de organizações da sociedade civil que trabalha para a eliminação da exploração sexual de crianças e adolescentes, compreendendo as suas quatro dimensões: prostituição, pornografia, tráfico e turismo para fins de exploração sexual.

Com a presença de autoridades e de representantes da sociedade civil organizada, o “Diálogo entre países” dá continuidade aos debates iniciados em encontros ocorridos nas cidades de em Letícia (Colômbia) e Iquitos (Peru), em 2014.

Segundo a coordenadora-geral de enfrentamento da violência sexual contra criança e adolescentes da secretaria de Direitos Humanos da Presidência da Republica, Heloiza Egas, os dados existentes sobre exploração sexual infantil demonstram que o Amazonas acompanha a média nacional, que é de 25 a 30 por cento de denúncias deste tipo de crime. A coordenadora chama a atenção para a necessidade da articulação em rede, envolvendo diversas áreas sociais, de forma a fortalecer não só o combater a este tipo de violência, mas também o acolhimento das vitimas e o encaminhamento destas para as políticas públicas necessárias.

“A gente está aqui tentando traças estratégias para enfrentar a questão de um ponto de vista regional; entre países, mas imbuídas da mesma ideia: do trabalho em rede, da articulação intersetorial, com o desafio de estarmos falando de 3 países diferente, de regiões de fronteiras que apresentam outras problemáticas, porque a exploração sexual não é uma violência que vem sozinha, ela vem acompanhada de outras situações”, destacou.

O presidente da Frente Parlamentar de Combate à Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes da Assembleia Legislativa, deputado estadual Luiz Castro (PPS) também defende o trabalho articulado entre os diversos órgãos do poder público, assim como a parceria com a sociedade civil organizada. “Se não houver essa pactuação efetiva fica muito mais difícil combater estes crimes. Precisamos ter muito claro o papel de cada instituição e como podem colaborar entre si. Precisamos também definir como essas entidades vão colaborar entre si, com informações, com pedidos de ajuda e é importante as experiências que cada país possui para servir de estimulo para os demais”, disse.

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Roberto Brasil