Boi Garantido e ex-cunhã-poranga chegam a acordo após duas décadas

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A audiência se deu na segunda Vara da Comarca de Parintins (Foto: Márcio Costa)

Após 22 anos, o Boi Garantido, fechou acordo judicial com a ex-cunhã poranga Jaqueline Marques, que caiu de uma alegoria no Festival Folclórico de Parintins de 1994. Jaqueline tem sequelas permanentes, como perda de parte dos movimentos dos pés. A audiência se deu na segunda Vara da Comarca de Parintins. Ela terá sua indenização quitada em cinco parcelas, sendo que a última está marcada para 2021. Se não houvesse negociação, o Garantido teria que arcar com indenização de aproximadamente R$ 3,4 milhões.

Segundo Jaqueline, foram 22 anos de espera das diretorias anteriores, mas que agora houve um aceno positivo para o fim de uma longa novela. Ela afirma que o presidente Adelson Albuquerque, vice Fábio Cardoso e o diretor jurídico Ronaldo Macedo mostraram responsabilidade e boa vontade para que ambas partes chegassem ao entendimento. “Agradeço,  afinal são 22 anos. Espero que essa responsabilidade continue no Garantido”, destacou.

A ex-cunhã-poranga salienta que em duas décadas, nunca foi chamada para negociar, mas que por iniciativa própria chegou a conversar com duas gestões. Em uma a presidência não aceitou a proposta. “Em outro momento após uma sentença foi feita a mim uma proposta que não aceitei, achei vergonhosa, pois não daria nem para eu fazer uma cirurgia”, ressaltou.

O presidente Adelson Albuquerque disse que a princípio,  o Garantido pede desculpas por tanto tempo sem resolver o impasse. Destacou que enfim, com responsabilidade, o boi põe um ponto final a esse problema tão desgastante para ambas partes. “Graças a Deus tudo saiu bem e vamos cumprir até no final esse acordo. Isso vai nos ajudar a caminhar com maior tranquilidade daqui pra frente”, pontuou o presidente.

Fábio Cardoso disse que o Garantido viveu, na manhã desta segunda-feira (03), um momento histórico, mostrando compromisso com a ex-cunhã e com a instituição folclórica. “Estamos, graças a Deus, chegando ao final nesse processo vergonhoso, pois foram mais de 22 anos de espera. Quero também destacar a atuação do presidente Adelson e do diretor jurídico Ronaldo Macêdo no fechamento desse episódio”, frisou.

O diretor jurídico Ronaldo Macêdo disse que para ele, como torcedor do Garantido e advogado, esta segunda-feira se torna uma data histórica. “Cheguei a explicar na audiência que era obrigação de uma administração séria resolver um problema tão antigo e que nenhuma gestão tinha conseguido. Tentamos um acordo e chegamos a esse sucesso. Temos muitos outros processos mostrando que essa administração trabalha para ter um Garantido campeão também fora da arena”, disse.

Por solicitação de Jaqueline Marques, os valores finais da negociação não serão divulgados por questões de segurança. Por sua vez, a diretoria explicou que tudo será informado ao Conselho Fiscal para apreciação e posteriormente divulgado na assembleia de prestação de contas.

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Roberto Brasil