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O blogueiro Sebastião Lucivaldo Morais Carril, que as décadas de 80 e 90 atuou no jornal O Estadão do Norte e na TV Meridional, em Porto Velho-RO, onde apresentava o programa “O Povo Contra o Crime”, já foi a júri popular naquele estado pelo juiz substituto Elson Pereira de Oliveira Bastos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Porto Velho, que pronunciou o mesmo pelo crime de assassinato. Por sua vez, também foi condenado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas a sete anos e quatro meses de prisão por tráfico de cocaína numa ação comandada pela Polícia Federal, ocorrida no bairro Amazonino Mendes.

Vale lembrar que a vida de Carril sempre foi controversa. Ao abandonar a carreira nos meios de comunicação tornou-se policial, mas uma sentença proferida pelo juiz Carlos Zamith Junior fez com que perdesse o cargo na Polícia Civil amazonense.

De acordo com 11 processos pesquisados no Fórum Ministro Henoch Reis, da comarca de Manaus, já na condição de policial civil, Sebastião Carril responde na justiça, entre outras coisas, a quatro acusações de roubo e extorsão; uma lesão corporal dolosa, um crime de sedução; e três acusações de crime contra a fé pública e por aí vai.

Por sua vez, em Rondônia, o Tribunal de Justiça do Estado julgou (e não deu provimento) o recurso de apelação criminal interposto por Carril contra a sentença do juiz da 3ª Vara Criminal de Porto Velho, Daniel Ribeiro Lagos, que o condenou a quatro anos e oito meses de prisão por apropriação indébita e coação no curso do processo. Carril foi denunciado pelo Ministério Público porque, em 16 de maio de 1999, na praça Madeira Mamoré, em Porto Velho, se apropriou indevidamente do dinheiro arrecadado no bingo em prol do tratamento médico de Raimundo Nonato de Souza, que veio a falecer três dias depois. Fica então comprovado que contra fatos não existem argumentos.

Roberto Brasil