Belão denuncia prefeitura de Atalaia Norte por não apresentar balanço de receita há dois anos

By -
belarmino lins

Dep. Belarmino Lins

De acordo com o vice-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM), deputado Belarmino Lins (PMDB), a rede de corrupção no interior do Estado certamente não se resume à cidade de Iranduba, situada na Região Metropolitana de Manaus (RMM), mas se estende a outros municípios interioranos.

“No último final de semana estive no Alto Solimões, em Atalaia do Norte, onde membros da douta Câmara Municipal de Vereadores me informaram de que o gestor local (prefeito Raimundo Nonato) há dois anos consecutivos não apresenta à Câmara e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM), o seu respectivo balanço que comprove receitas e despesas dos recursos públicos ingressados naquele município”, denunciou o parlamentar.

atalaia-do-norte-am

Segundo Belarmino, é inadmissível que um gestor municipal se omita de prestar contas à Câmara Municipal de sua cidade e, mais do que isso, ao TCE-AM por dois anos consecutivos. “Está evidenciada a falta de comprovação de despesas que possam atender as demandas da receita. Isso é malversação, pois não se presta contas de recursos sem a comprovação material de sua aplicabilidade, incluindo nota fiscal e outros documentos importantes”, afirmou ele.

 

Segundo o deputado, no mínimo o TCE deve encaminhar uma comissão técnica a Atalaia do Norte (a 1.130km de Manaus) para a realização de uma tomada de contas e apuração de responsabilidades sobre as causas determinantes da não prestação de contas.

Atalaia_do _norte

Mar de corrupção

“Digo que o mar de corrupção não abrange só Iranduba e   eu vou levantar a fundo a questão de Atalaia do Norte, quero mostrar a radiografia dele da tribuna da Assembleia, porque não se admite que um gestor não preste contas de dois anos seguidos e não dê satisfação à Câmara Municipal e ao TCE-AM”, disse.

No caso de Atalaia do Norte, prosseguiu o deputado, “o tribunal deve fazer a necessária tomada de contas para verificar a destinação dos recursos recebidos pelo município e como ocorreu a aplicação desses recursos”.

 

Áida Fernandes