Battisti erra e confunde expulsão com extradição

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Tese usada por Battisti vale em caso de expulsão, não extradição

O terrorista italiano Cesare Battisti, condenado duas vezes a prisão perpétua por quatro homicídios, tem tudo para ser extraditado, caso o Supremo Tribunal Federal (STF) confirme a prerrogativa do presidente Michel Temer de tomar a decisão. Malandro, porque esse é um dos impeditivos de expulsão, o criminoso alega que suposto filho depende dele “financeira e afetivamente”, segundo dispõe o artigo 55 da Lei de Migração. O italiano ignora que extradição não é expulsão. 

A legislação que disciplina a extradição não guarda qualquer relação com uma “expulsão” não considerada do foragido italiano.

Foi adiado o julgamento sobre o poder do presidente de extraditar bandidos como Battisti. Em 2009, o STF aprovou sua extradição.

Uma testemunha contra Battisti é um adolescente que o viu matar o próprio pai. O terrorista atirou nele e o deixou paraplégico. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Roberto Brasil