Barcelos no combate a pedofilia

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Barcelos/AM

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Atraindo milhares de turistas por ser conhecido como o paraíso da pesca esportiva, o município de Barcelos está no combate contra a pedofilia. Durante reunião realizada com a presidente do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), desembargadora Graça Figueiredo, o juiz da comarca, Fábio Lopes Alfaia, comunicou que fará um curso, a partir de novembro, para unir forças contra o crime.“No próximo mês realizaremos um curso com as forças públicas como a Polícia Militar e Civil, junto com os órgãos de ação social, conselho tutelar e agentes de proteção a menores, justamente para integrarmos mais a nossa atuação”, explicou o juiz.

Alfaia fez questão de ressaltar que a exploração sexual de crianças e adolescentes e o turismo sexual são muito presentes no local, devido ao município ser destino de pesca esportiva. “O agenciamento, em geral, é feito entre menores de 14 a 17 anos. É uma situação grave, e estamos com um trabalho em paralelo aos donos de hotéis para coibir essa prática. Para isso, fizemos uma portaria sendo bastante duros sobre o assunto”.

Em paralelo a isso, o juiz adiantou que a vara do município passará por reforma para adaptar a sala para coleta de depoimentos. “Queremos que o espaço seja condizente com a realidade. Sabemos que, em Manaus, foi inaugurada uma vara específica sobre o assunto com toda a estrutura necessária. Nós também temos essa intenção e já pedimos esse suporte da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh) para conseguirmos os móveis e materiais necessários para a sala ficar de acordo com as especificações do Conselho Nacional de Justiça”, disse.

Participante do comitê de apoio ao Primeiro Grau, o juiz declarou que a pedofilia e os crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes no interior das regiões Norte e Nordeste do país são comum e devem ser combatidos. “Muitos desses abusos acontecem dentro de casa, e a própria família acaba abafando o assunto. Além da iniciação sexual se dar de forma prematura, as crianças e adolescentes ainda têm que contar com essa situação. Nossa função é combater o problema de forma eficaz”, finaliza.

Mario Dantas