Banzeiro do Chico Preto

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A Zona Franca completa 49 anos. Com uma vasta história de glória e intensa produção, hoje o que temos são cenários que impõem ousadia para levar o PIM a outro patamar. A luta sempre foi pela prorrogação, mas hoje se entende claramente que só prorrogar não resolve os problemas da Zona Franca. É preciso agir. A meu ver, essas ações passam por alguns pontos que gostaria de discutir com vocês:

Chico Preto

Chico Preto

1)Infraestrutura adequada dentro e fora do Distrito Industrial: as ruas do Distrito estão abandonadas, cheias de buraco. É um jogo de empurra-empurra. Melo assumiu por 100 milhões de reais fazer o recapeamento das ruas. Não fez porque o Contrato da Seinfra com a Suframa era indecoroso e o MPF mandou suspender. Agora sobrou para a Prefeitura que não faz porque é área federal, ou seja, a mesquinharia política impera e quem sofre é a população. O que está em jogo não é saber de quem é a competência, mas a urgência de asfaltar as ruas que estão intransitáveis e isso prejudica o escoamento da produção;

2)Interiorização do modelo Zona Franca: em 2011, enquanto deputado, fiz uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC 18/2011) destinando um percentual mínimo de investimento no setor primário. A idéia era transformar o Amazonas em referência na produção do peixe, do açai, do guarana. Hoje o governo investe menos de 100 milhões no setor, a minha idéia era aumentar para 300 milhões. Novamente a mesquinharia política prevaleceu, como não era da base aliada, a PEC não foi aprovada. É preciso fortalecer o setor primário.

3) transparência na aplicação dos recursos da Zona Franca: temos que saber claramente em que está sendo gasto o dinheiro recolhido. A Suframa perdeu autonomia, não gerencia mais a sua arrecadação que passou a ser feita pelo governo federal. Cadê nossos senadores e deputados federais que não intervêm a respeito disso? Só há “garganta” na hora de prorrogar porque dá voto, depois esquecem. Precisamos pressionar os nossos parlamentares para nos representar de fato.

4)Criação da Universidade do Software: compramos programas de Pernambuco e outros Estados, fazemos apenas o “corpo” do tablet, do celular; a “alma” vem de fora. Por que não produzir aqui? Temos condições de produzir essa “inteligência”. Prova disso é o aplicativo desenvolvido por jovens do Trânsito Manaus que gerencia a questão dos ônibus. Temos mão de obra, mas nossos governantes não são ousados, não investem, não arriscam, preferem governar Manaus e o Amazoans com os olhos no passado. É pra frente que se anda.

Ora, tudo isso que listei não é “conversa fiada”, nem “bla bla bla”, dá pra fazer, há recursos pra fazer, sabemos como fazer e vamos ajudar fazer porque queremos que, em 2017, os 50 anos de nossa Zona Franca seja um momento de comemoração e não apenas de lamentações como está sendo este. Queremos de volta a nossa Zona Franca e vamos ter porque você e eu merecemos respeito!

 

Mario Dantas