Bando liderado por mulheres é preso na zona Norte

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A Polícia Civil do Amazonas, representada pelo delegado titular da 2ª Seccional Norte, Fernando Bezerra, falou na tarde desta terça-feira (14), durante coletiva de imprensa realizada no prédio da unidade policial, sobre o balanço da operação “Mãos Leves”, deflagrada na terça-feira (13). Conforme a autoridade policial, 13 pessoas, sendo dez mulheres e três homens, foram presas ao longo da ação em cumprimento a mandados de prisão preventiva por furto qualificado e associação criminosa.

Alyne Patrícia Franco de Oliveira, 27; Cleisa da Silva Melo, 18; Fabrício Paixão da Silva, 21; Flávia Raquel Ramos Batista, 23; Glenda Rodrigues Cruz de Souza, 21; Maria da Conceição Araújo, 50; Maria do Socorro da Silva Rocha, 36; Marta de Cássia Nadler Theocharopulus, 49; Mylla Elissiane de Matos Bindá, 23; Odicley Araújo Picanço, 25; Paulo Oliveira Barbosa, 39; Tainara Teixeira da Silva, 23, e Vaneide Praia Souza, 23, chamada de “Pituka”, estão envolvidos em mais de 100 furtos realizados em zonas distintas da capital, segundo Fernando Bezerra.

Durante a coletiva o titular da 2ª Seccional Norte explicou que os infratores integravam dois grupos com bases nos bairros Cidade de Deus e Novo Israel, ambos na zona Norte da capital. A operação teve participação das equipes de investigação do 6º, 13º, 15º, 18º, 26º e 27º Distritos Integrados de Polícia (DIPs). Bezerra ressaltou, ainda, que as investigações em torno do caso tiveram duração de 14 meses. Os trabalhos tiveram como prioridade minuciosa análise a 68 Boletins de Ocorrência (BOs) registrados nas delegacias da área de circunscrição da seccional.

O delegado disse, ainda, que as diligências foram iniciadas após um BO formalizado no 27º DIP. “A partir dessa situação identificamos mais de 100 registros, sendo 68 praticados com o mesmo modo de operação, por essas pessoas que foram presas. Analisamos 33 câmeras de segurança de estabelecimentos comerciais furtados e depois fomos desmembrando a forma como esses grupos agiam e fomos identificando cada um dos membros”, explicou o titular da 2ª Seccional Norte.

Bezerra informou que os 13 mandados de prisão preventiva foram expedidos no dia 24 de fevereiro deste ano, pela juíza Eulinete Tribuzy, da 11ª Vara Criminal. Ao longo da operação foram presos dois líderes da quadrilha. Paulo, que era responsável por recrutar jovens para a prática ilícita, foi preso no momento em que chegava à casa onde morava, no bairro Cidade de Deus. “Ele recrutava meninas de 18 a 20 anos e as treinava para realizar furtos a drogarias, lojas de cosméticos e lojas de departamentos. Em cada crime que cometiam recebiam R$ 150 como recompensa”, declarou.

A autoridade policial informou, ainda, que Marta seria uma das líderes do bando. A infratora foi presa em uma drogaria de propriedade dela, no bairro Novo Israel. O local era utilizado para comercializar os objetos subtraídos pelo bando. “Marta é companheira de Alyne.  Ela mantinha o estabelecimento com os objetos furtados. Ela também é investigada por aliciar meninas para fazerem parte do esquema criminoso”, esclareceu Fernando Bezerra.

O delegado destacou que o modus operandi da quadrilha era sempre o mesmo. “Entravam sempre três pessoas no estabelecimento e Odicley era responsável por distrair as pessoas que estavam no local para facilitar a ação criminosa dos outros infratores”, ressaltou. Na manhã desta terça-feira foi cumprido mandado de prisão em nome de Fabrício, que já estava preso no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM) por outro crime cometido.

Uma das principais líderes do grupo criminoso, Adriana Gama Barbosa, 36, está foragida. “Peço a colaboração da sociedade para localizar a infratora, responsável por recrutar jovens, além de participar de furtos. O que nos chamou atenção foi a organização da quadrilha”, pontuou o delegado.

De acordo com a titular do 27º DIP, Marna de Miranda, as investigações irão continuar. “Daremos sequência as diligências e contaremos com o apoio da equipe da Delegacia Especializada em Apuração de Atos Infracionais (Deaai) para poder desarticular a quadrilha”, informou a autoridade policial.

Ao término dos procedimentos cabíveis na unidade policial, Paulo, Odicley e Fabrício foram encaminhados para o Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM). Alyne, Cleisa, Flávia, Glenda, Maria da Conceição, Maria do Socorro, Marta, Mylla, Tainara e Vaneide serão levadas para o Centro de Detenção Provisória Feminino (CDPM), onde ficarão à disposição da Justiça. Todos foram indiciados por furto qualificado, associação criminosa e receptação. Maria do Socorro irá responder, ainda, por falsidade ideológica, pois apresentou dois documentos de identificação com nomes diferentes.

Roberto Brasil