Bancários encerram greve

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A greve dos bancário durou 21 dias

A greve dos bancário durou 21 dias

Bancários de várias capitais do país decidiram encerrar uma greve que já durava 21 dias. Em assembleia realizada na tarde desta segunda-feira, a categoria decidiu aceitar a proposta da Federação Nacional de Bancos (Fenaban) de reajuste de 10% nos salários [com aumento real de 0,11%] e de 14% nos vales-refeição e alimentação (3,75% de ganho real).

Em São Paulo,  os bancários da capital, Osasco e 15 municípios da região voltam ao trabalho nesta terça-feira (27). A assembleia foi realizada na tarde de ontem (26) e os trabalhadores decidiram aceitar a proposta da Federação Nacional de Bancos (Fenaban).

Por sua vez, os bancários da Caixa Econômica Federal e do Banco da Amazônia (Basa) não aceitaram a proposta e permanecem em greve por tempo indeterminado, mas o presidente da Sindicato dos Bancários do Amazonas (Seeb-AM), Nindberg Barbosa, afirmou que será realizada uma reunião para tratar do assuntos com os funcionários das duas instituições.

De acordo com a presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região e uma das coordenadoras do Comando Nacional dos Bancários, Juvandia Moreira, com esse índice “em 12 anos vamos acumular 20,83% de ganho real nos salários e 42,3% nos pisos”. Para ela, esta paralisação “foi uma das mais fortes dos últimos anos e a conquista foi consequência da nossa luta e mobilização”.

Além do aumento salarial, os bancários conseguiram também abonar 53 horas dos dias parados para quem tem jornada de seis horas e 81 horas para quem trabalha oito horas e aumento de 14% [com 3,75% de aumento real] nos vales refeição e alimentação.

A greve também foi encerrada em 78 cidades de vários estados, entre elas,  Rio de Janeiro, Porto Alegre, Campo Grande, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis.

A oferta patronal foi apresentada na sexta-feira (23), em rodada de negociações em São Paulo. No caso da correção dos vencimentos, houve uma pequena elevação sobre a última proposta, definida em 8,75%, mas que foi rejeitada pelos trabalhadores.

Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), os banqueiros aceitaram abonar 63% das horas dos trabalhadores de 6 horas, de um total de 84 horas, e 72% para os trabalhadores de 8 horas, de um total de 112 horas. AGÊNCIA BRASIL

Roberto Brasil