Aumento na conta de luz é “presente de grego”, afirma Castro

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Dep. Luiz Castro

Dep. Luiz Castro

O aumento da tarifa de energia elétrica, foi classificado pelo deputado Luiz Castro como “presente de grego” ao povo brasileiro, logo após as eleições. O reajuste de 15,57%  nas contas de luz das residências vai pesar no bolso do consumidor, além dos 22% de aumento para as indústrias, que causará um  impacto ao setor.

Da tribuna da Assembleia Legislativa, o deputado disse que o sistema de energia interligado brasileiro passa por dificuldades financeiras e quem vai ajudar a pagar a conta é população. “A  Amazonas Energia está em débito com a Amazongás e também não consegue pagar suas dívidas com a Petrobras”, exemplificou.
Essa situação, segundo Luiz Castro, não pode mais ser camuflada, principalmente com o anúncio desse aumento na tarifa de energia, muito acima dos indicadores de inflação, hoje calculada em quase 7%. Ele prevê que em 2015, a crise econômica vai cobrar um preço alto, principalmente do trabalhador assalariado.
A complicada conjuntura econômica do País, que deixou de ser discutida durante a campanha eleitoral, agora começa a ser observada com a elevação da selic em 11,25%, que vai refletir no aumento das taxas de juros dos cartões de crédito, do cheque especial e nos crediários de forma geral.
De acordo com Luiz Castro, o reajuste da gasolina, acima da inflação, é outro fator de impacto, devido aos erros cometidos pelo governo da presidente Dilma Housseff.  Os aumentos da energia e da gasolina vão acarretar reajustes em outros setores como serviços e alimentação.
Na avaliação do deputado, após a eleição a presidente deveria se reunir com a CNBB, com a OAB, com o movimento social e ambiental. “Mas ela preferiu conversar com os partidos, sinalizando que não haverá combate à corrupção e às velhas práticas políticas. Por isso, a reforma política que ela defende não tem credibilidade”, criticou.
Os escândalos de corrupção na Petrobrás, segundo Luiz Castro, revalam que o Governo sistematizou o desvio de dinheiro da empresa estatal, para beneficiar políticos aliados e financiar  campanhas eleitorais. “Infelizmente vamos continuar reféns de forças atrasadas como Renan Calheiros, Fernando Collor, Paulo Maluf e Jader Barbalho”, lamentou o deputado.
Mario Dantas