Ato contra extinção do MCTI marca dia de protestos contra Temer em Manaus

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ato-manaus-fora-temer 04As manifestações pelo dia de luta pela democracia, em Manaus, nesta sexta-feira (10) iniciaram cedo, com panfletagem nas portas das fábricas do Distrito Industrial, e continuaram na frente da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), onde o Comitê INPA pela Democracia em conjuntos com os comitês UFAM/UEA/IFAM e o Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Amazonas (Sindsep-AM) promoveram um ato contra a extinção do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) e sua fusão com o MiniCom – Ministério das Comunicações, proposta pelo presidente interino Michel Temer.

ato-manaus-fora-temer 02O ato, que reuniu dezenas de pessoas, entre servidores públicos, pesquisadores, professores e estudantes, foi marcado pelo pedido da saída do presidente interino. Com faixas e cartazes os participantes criticaram as ações de Temer, como a extinção do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

ato-manaus-fora-temer 01“Nosso temor é que o MCTI passe a ser uma secretaria secundária do Minicom, um puxadinho das comunicações. E nós que acessamos os recursos do ministério para fazer nossas pesquisas, com certeza, seremos prejudicados porque os recursos vão diminuir. Ocorreram muitos avanços nos últimos anos e esses avanços tendem a acabar. Por isso estamos temerosos com essa medida que não foi discutida com a comunidade acadêmica científica e que está sendo imposta por um governo interino e que em poucos dias está desmontando o estado brasileiro”, comentou a pesquisadora Sônia Alfaia, integrante do Comitê INPA pela Democracia.

Outras ações ocorreram nesta sexta-feira contra o Governo Temer. Elas fazem parte de uma convocatória do dia nacional de mobilização contra o golpe, organizado pelas entidades Frenta Brasil Popular, o Povo Sem Medo e a Mobilização Nacional de Esquerda, que ocorre em todo o país.

ato-manaus-fora-temer 03Para o secretário geral do Sindsep-AM, Walter Matos, a conta do golpe já chegou aos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros. “Com apenas um mês o presidente ilegítimo Michel Temer não esconde pra quê veio: é Reforma na Previdência, arrocho nos direitos dos trabalhadores, desvinculação do orçamento da educação e saúde, suspensão de programas sociais como Minha Casa, Minha Vida, mudança no FIES, PROUNI e PRONATEC, criminalização e perseguição dos movimentos sociais”, ressaltou Walter.

Roberto Brasil