Atletas australianos estão proibidos de visitarem favelas cariocas

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atletas-australianos-rio2016Uma cartilha de segurança destinada aos atletas da Austrália proíbe que as mulheres da delegação façam viagens em grupos sem homens. Na última terça-feira, os responsáveis pelo Comitê Olímpico do país colaram nas paredes do prédio da Vila Olímpica onde o país está hospedado uma lista de recomendações para os Jogos no Rio. As instruções de segurança ainda vetam visitas às favelas.

Outra recomendação da cartilha australiana é a de que os atletas avisem aos seus líderes de equipe para onde vão, caso saiam da vila, e também informem se mudarem seus planos. Sobre celulares, o texto diz para ficar atento ao usar na rua. A última regra é não reagir em caso de roubo e entregar todos os objetos de valor.

A cartilha diz o que deve ser evitado

A cartilha diz o que deve ser evitado

Há um mês, a atleta australiana Liesl Tesch, que vai competir nas provas de vela da Paralimpíada, sofreu um assalto à mão armada, junto com a oficial Sarah Ross. Segundo relato escrito nas redes sociais de Liesl, elas foram abordadas por dois bandidos enquanto andavam de bicicleta no Aterro do Flamengo, Zona Sul da cidade, e um deles apontou uma arma antes de roubá-las.

Por isso, a chefe de missão da Austrália, Kitty Chiller, pediu mais segurança na cidade.

— Não me parece que 100 mil (homens de segurança) seja suficiente. É muito mais do que tivemos em Londres, mas o Rio não é Londres. Na minha opinião, nós devemos garantir que toda a competição e as arenas de treinamento sejam seguras. Se vamos levar 750 pessoas na equipe, queremos que 750 pessoas voltem sãs e salvas — afirmou, à época.

Questionando sobre a cartilha, nesta quarta-feira, na entrega das chaves à delegação australiana, Eduardo Paes evitou entrar em mais uma polêmica.

— Não tenho conhecimento. Sem comentários — disse.

(Com Agência O Globo)

Roberto Brasil