Atendimento às mulheres em situação de violência doméstica no Tarumã Mirim

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Apesar da Lei Maria da Penha, vítimas ainda têm medo de denunciar agressores

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A Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), por meio da Secretaria Executiva de Política para Mulheres (SEPM), realiza de 22 a  24 de julho, Ação Itinerante de Atendimento às Mulheres em Situação de Violência Doméstica na comunidade Tarumã Mirim, zona Rural de Manaus. O atendimento será das 08h às 16h na escola municipal Professora Maria Isabel Cordeiro Melgueiro no ramal do Pau Rosa, localizado no Km 21 da BR-174,  km 12 da vicinal da Cooperativa.

Mulheres, vítimas de violência, terão atendimento psicossocial, orientações jurídicas e encaminhamentos com atendimentos exclusivos. “Apesar de termos todo um aparato de atendimento à mulher que sofre violência dentro de casa, muitas não acessam ou mesmo desconhecem seus direitos. Portanto, essas ações itinerantes vão ao encontro da população com objetivo de esclarecer, orientar, apoiar e dar condições para que as ocorrências sejam encaminhadas juridicamente e resolvidas”, informa a secretária da Sejusc, Graça Prola.

Palestras, rodas de conversa, panfletagem e distribuição de cartilhas informativas sobre o tema, fazem parte da programação que também vai oferecer orientação nutricional aos participantes.

Atividades extras – Oficinas de artesanato (Fuxico e patch aplique), de culinária (biscoitos e doces) e de embelezamento (Tranças, maquiagem e corte básico de cabelo) serão oferecidas na ação com o apoio do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam). As inscrições são gratuitas e serão realizadas no dia 21 de julho no local do evento das 9h às 12h.

Cidadania – Quem ainda não possui documentos básicos (Certidão de nascimento, RG, CPF e carteira de trabalho) ou que precisa da 2ª via, poderá solicitar os serviços. Fotografia para documentos e reprografia (cópias), também, vão ser disponibilizados no local. “Esses serviços beneficiam a mulher e a família dela, tornando-os cidadãos aptos a acessar outros serviços como os de escolas, da saúde, programas sociais e a ter um emprego. Documento de identificação é direito de todas e todos mas infelizmente muitas pessoas ainda não possuem sequer certidão de nascimento. Daí a importância desse trabalho e de irmos às comunidades”, conclui Prola.

Outras ações itinerantes já estão agendadas para os próximos meses em Manacapuru, Novo Airão e zona rural de Manaus (Pau Rosa, Terra Preta, São Francisco I e II e Nossa Senhora de Fátima).

 

Roberto Brasil