Artur Neto se reúne com secretário da ONU e discute produção de energia limpa em Manaus

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“Eles nos chamam para protagonizar este movimento. E eu aceito o desafio”, disse Artur Neto

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, reuniu-se nesta terça-feira, 14/11, em Bonn, na Alemanha, com o secretário das Nações Unidas para Energia Limpa, Rajesh Sethi, ocasião em que apresentou a proposta de renovação do acordo que a Prefeitura de Manaus mantém, para o controle de gases de efeito estufa, gerados no aterro sanitário da cidade. Em quase cinco anos, o projeto gerou mais de três milhões de toneladas de créditos de carbono, deixando de poluir o meio ambiente. A Prefeitura tem aproximadamente 300 mil euros em certificados de créditos de carbono.

“Isso significa que a cada mega que se produz de energia limpa a partir do nosso aterro e que se negocia, estamos desativando aos pouquinhos e parcialmente a capacidade das termoelétricas produzirem energia suja”, afirmou o prefeito. Arthur avaliou como bastante positiva a reunião, uma vez que a cidade de Manaus é vista como uma cidade correta. “Eles nos chamam para protagonizar este movimento. E eu aceito o desafio”, disse Arthur, afirmando que a cidade reúne as condições necessárias para ser trabalhada com sustentabilidade.

O prefeito citou ainda a importância da Zona Franca de Manaus para o equilíbrio climático mundial. “O Amazonas garante 98% de sua floresta em pé e isso se deve a Zona Franca”, afirmou o prefeito, que também participou de uma mesa-redonda com investidores e técnicos (sharks), onde apresentou as potencialidades locais. “Os investimentos significam podermos ter um povo que tem suas necessidades fundamentais preenchidas. E uma sociedade que avance tecnologicamente, industrialmente, que avance na direção de um crescimento verdadeiro, que signifique desenvolvimento de fato, desenvolvimento sustentável”.

O prefeito também lamentou a ausência do presidente norte-americano Donald Trump. “Abandonando o acordo de Paris como ele abandonou, demonstra despreocupação com a questão do clima e com a vida das futuras gerações no seu país”, disse.

*Com informações da assessoria

Roberto Brasil