Artur Neto e demais prefeitos do AM recebem milhares de reais dos governos estadual e federal

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Estavam faltando informações precisas à sociedade sobre o assunto, segundo Serafim Corrêa

O “calote” que a maioria dos prefeitos do Amazonas deu nos funcionários concursados, efetivos, contratados no mês de dezembro e 13º salário e nos fornecedores, foi justificada pelo fato das cidades não terem um tostão em caixa. Certo? O problema é que esses novos gestores e gestores reeleitos têm dinheiro nas contas municipais. Ao menos é o que aponta relatório do deputado estadual Serafim Corrêa PSB apresentado nesta segunda-feira (13) durante o lançamento de uma cartilha orientando passo a passo de como cidadão pode  pesquisar em  sites da transparência o repasse estadual e federal as cidade.

A prefeitura de Manaus comandada pelo prefeito Artur Neto (PSDB), por exemplo, recebeu no mês de janeiro desse ano total de R$  266.071.915,47 (duzentos e sessenta e seis milhões, setenta e um mil, novecentos e quinze reais e quarenta e sete centavos). Desse montante, o governo Michel Temer (PMDB) depositou  R$ 161.421.769,36 (cento e sessenta e um milhões, quatrocentos e vinte e um mil, setecentos e sessenta e nove reais e trinta e três centavos) e o governador José Melo (PROS) repassou R$  104.650.146,11 (cento e quatro milhões, seiscentos e cinquenta mil, cento e quarenta e seis reais e onze centavos.

O prefeito de Itacoatiara Antônio Peixoto (PT) recebeu R$ 16.138.431,03 (dezesseis milhões, cento e trinta e oito mil, quatrocentos e trinta e um reais e três centavos) sendo do governo federal veio 13.015.429,58 (treze milhões, cento e quinze mil, quatrocentos e vinte e nove reais e cinquenta e oito centavos) e do governo estadual R$ 3.123.001,45 (três milhões, cento e vinte e três mil, um real e quarenta e cinco centavos).  A cidade de Parintins governada pela 3ª vez pelo prefeito Bi Garcia (PSDB) recebeu em Janeiro 15.545.698,49 (quinze milhões, quinhentos e quarenta e cinco mil, seiscentos e noventa e oito reais e quarenta e nove centavos) sendo enviados pelo governo federal R$ 13.400.471,44 (treze milhões, quatrocentos mil, quatrocentos e setenta e um reais e quarenta e quatro centavos) e do governo estadual a quantia de R$ 2.145.227,05 (dois milhões, cento e quarenta e cinco mil, duzentos e vinte e sete reais e cinco centavos).

A cidade de Presidente Figueiredo recebeu total de R$ 14.971.031,99 (quatorze milhões, novecentos e setenta e um mil, trinta e um reais e noventa e nove centavos); Manacapuru recebeu do estado e federal R$ 14.757.871,09 (quatorze milhões, setecentos e cinquenta e sete mil, oitocentos e setenta e um reais e nove centavos). E assim vai a lista até cidade de Anamã que recebeu R$ 1.675.997,55 (um milhão, seiscentos e setenta e cinco mil, novecentos e noventa e nove reais e cinquenta e cinco centavos) sendo enviado pelo governo federal R$ 1.140.520,40 (um milhão, sendo e quarenta mil, quinhentos e vinte reais e quarenta centavos) e do estado R$ 535.477,15 (quinhentos e trinta e cinco mil, quatrocentos e setenta e sete reais e quinze centavos).

Na avaliação de Serafim Corrêa, o que faltava à sociedade de cada município para cobrar os respectivos prefeitos era a falta de informações precisas, que embora disponíveis na internet as pessoas não soubessem como acessar. “Daí surgiu a ideia de uma cartilha orientando passo a passo essa pesquisa. Trabalhei, eu e a minha assessoria de comunicação, à frente a Cristina Magda e o Anderson Sales Tahan e a cartilha está pronta”, destaca ele.

(Hudson Lima – especial para o Blog da Floresta) 

Roberto Brasil