Arthur Neto desafia Eduardo Braga

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José Melo / Arthur Neto

José Melo / Arthur Neto

Votei em José Melo para Governador. Meu candidato venceu ampla e legitimamente as eleições. Seu adversário, Eduardo Braga, foi fragorosamente derrotado. Há coisas estranhas no ar:

A) consta que uma televisão veicularia, neste domingo, matéria denunciando suposta compra de votos pela campanha de Melo. E que isso teria “influenciado” o resultado do pleito.

Custo a crer que uma televisão se deixe manipular a esse ponto, por quem quer que seja. Afinal, no segundo turno, Melo obteve, em Manaus, 545 mil votos contra 377 mil do adversário. Algo como 60% dos votos válidos para o vencedor. No cômputo geral, José Melo atingiu 869.992 votos e Eduardo Braga somente 696.465. Diferença mais que expressiva para o tamanho eleitoral do Amazonas: 173.527, dos quais cerca de 168 mil na capital do Estado. Eduardo Braga, com seu “terceiro turno”, insulta os eleitores amazonenses e, especificamente, os de Manaus.


B) Falando em fraude, é bom lembrar a eleição para o Senado em 2010, quando sofri verdadeira caçada humana, ordenada pelo então Presidente Lula e executada por Braga. Venci a disputa em Manaus e saí bem nas sedes urbanas do interior. As áreas rurais, que, estranhamente, apresentaram abstenção mais baixa que a das suas respectivas sedes, fato inusitado no Amazonas, foram responsáveis pela “derrota” que sofri. Pergunta que não cala: por que, em 2012, quando obtive 2/3 dos votos de Manaus, e em 2014, quando Melo se reelegeu governador, Braga deixou de lado os tais cartões de débito, que foram para as mãos de milhares e milhares de eleitores? Por que Braga abandonou prática antes dita moderna e salutar? Não seria confissão implícita de que votos teriam sido comprados por essa via tão “elegante”.


Em 2010, “perdi” por apenas 2% dos votos, apesar de todos mundos e fundos que movimentaram contra mim. Eduardo Braga, o Ministro dos aumentos exorbitantes de energia e combustíveis, agora se faz de vítima. Não aprendeu a lição. Foi derrotado pela humildade de Melo, por sua própria arrogância, pelas avaliações positivas do governo de Omar Aziz e pela gestão que realizo em minha cidade.

Continua soberbo, sem se dar conta de que o povo amazonense o repudiou. Disse não as suas pretensões. Preferiu o entendimento, a parceria, a compreensão…e não o mandonismo de quem se acha professor de Deus.
Se deseja retornar ao executivo pelo voto, faço-lhe uma sugestão: enfrente-me em 2016. Tiremos a prova dos nove. Mergulhemos na alma do povo e vejamos quem tem fôlego para voltar à tona.

No mais, deixe Melo trabalhar e cuide de ser um Ministro de verdade, porque hoje está bem longe disso. Ministro de verdade não fala tolices, não é ridicularizado por jornalistas e nem leva pito nem de quem esteja presidindo a República.
O Amazonas precisa de paz para tocar sua economia, Eduardo, enfrentando os aumentos que diariamente você assina.
Um bom fim de semana a todos.
Arthur Virgílio Neto
Prefeito de Manaus.

Mario Dantas