Arthur Virgílio Bisneto pede explicações da Eletrobras sobre falta de recursos para o plano de investimentos

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A agência Moody’s considera que a Eletrobras não terá recursos para seu plano de investimento. Com base nessa informação, o deputado federal Arthur Virgílio Bisneto (PSDB), vice-líder da Oposição, apresentou um requerimento pedindo ao Ministério de Minas e Energia confirmação se faltam ou não esses recursos.

De acordo com reportagem do jornal Estadão, publicada no último dia 29 de setembro, a geração de caixa da Eletrobras é incompatível com o plano de investimentos da companhia para os próximos anos, conforme relatório divulgado pela agência de classificação de risco Moody’s. “Ou a empresa revisa seu programa de investimentos, ou melhora sua geração de caixa, pois o plano é incompatível. Os bancos públicos deram suporte à companhia com financiamentos, mas agora isso não é mais sustentável. Ela tem de buscar o mercado de capitais e aumentar a geração de caixa”, disse o vice-presidente e analista sênior da Moody’s, José Soares.

Segundo a agência, a geração de caixa não deve superar R$ 1,4 bilhão neste ano, o que se torna um desafio diante do plano de investimentos da companhia, de R$ 10 bilhões por ano entre 2015 e 2019, e das despesas com financiamentos. A dívida total da empresa deve atingir R$ 56,8 bilhões em 2016, de acordo com a Moody’s. A despeito disso, a liquidez da empresa é considerada relativamente adequada para os próximos seis a nove meses.

No relatório, a Moody’s destaca que a geração de caixa da Eletrobras deve continuar baixa nos próximos dois anos por conta das reduzidas margens da companhia.

Como base nisso, foi solicitado no requerimento, apresentado pelo tucano na Câmara Federal, esclarecimento quanto aos procedimentos das análises e informações dos representantes da agência Moody’s sobre a incompatibilidade entre o plano de investimentos da Eletrobras e a geração de caixa da empresa; se existe a possibilidade da empresa buscar recursos em financiamentos bancários ou no mercado de capitais para manter o plano de investimentos; caso haja reconhecimento de créditos para a Eletrobras referente a indenizações pelos prejuízos da MP 579, o déficit de recursos apontado acima seria resolvido e qual o valor dos créditos que a estatal precisa receber.

Mario Dantas