Arthur Virgílio Bisneto culpa o governo federal pela grave crise econômica e se opõe a MP 695

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O vice-líder da Oposição na Câmara Federal, deputado Arthur Virgílio Bisneto (PSDB-AM), usou a tribuna, nesta terça-feira (16), para responsabilizar o governo federal pela crise econômica e criticou os objetivos da Medida Provisória (MP) 695/15, que autoriza o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, e suas subsidiárias, a adquirirem participação em empresas privadas, inclusive no ramo de tecnologia da informação.

Dep. Arthur Bisneto

Dep. Arthur Bisneto

Segundo o deputado, o governo federal precisa assumir a responsabilidade e tirar o país da crise, mas sem acréscimos de impostos, sem onerar mais uma vez a população, que já está farta e sofrida. “São quase 60 milhões de brasileiros inadimplentes, quase 100 mil empresas fecharam no ano passado, não dá mais para fingir que esta crise não está atingindo todos os níveis da população brasileira. O PSDB nunca se furtou, os partidos da Oposição, como um todo, nunca se furtaram de colaborar para a melhoria e para a saída da crise pela qual passa o país neste momento. Mas alguns problemas acontecem com a bancada do governo, com o governo federal, que não permitem que o Brasil, de uma vez por todas, encaminhe uma agenda positiva para tirar neste momento de recessão o país de sua maior crise”, afirmou.

Para o deputado, está claro que a Oposição brasileira propõe um caminho ao governo federal, o de apresentar propostas, discutir, mas sem continuar a empurrar com a barriga e jogar para outras pessoas, para outras entidades, para outros países, uma crise que foi criada por eles.

Sobre a MP 695/15, Bisneto disse que os objetivos da medida são obscuros. Antes da discussão, ele votou a favor do adiamento do debate. “É necessário o adiamento da discussão, porque é uma matéria complexa e me cheira muito à segunda intenção. Devido ao momento em que passa a economia brasileira,  você permitir que dois bancos importantes estatais,  como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica, poderem adentrarem no mercado sem sabermos qual a profundidade disso é uma temeridade no momento que o Brasil passa os acionistas e a economia brasileira.  Portanto,  votamos sim a favor do adiamento da votação”. Logo depois, Arthur Virgílio afirmou: “é uma matéria que, se nós estivéssemos diante de um governo que gasta com a correção, até seria uma matéria boa.  O problema é dar cheque em branco na mão dessa turma é complicado para o país”.

De acordo com a MP, os dois bancos públicos deverão seguir as mesmas regras da Lei 11.908/09, que permite a compra de ativos de instituições financeiras, públicas ou privadas, sediadas no Brasil, incluindo empresas dos ramos securitário, previdenciário e de capitalização, além dos ramos de atividades complementares com as do setor financeiro.

Outro ponto da MP 695 é a autorização para que a loteria instantânea Lotex (raspadinha) explore comercialmente eventos de apelo popular, datas comemorativas, referências culturais e licenciamentos de marcas e de personagens.

Mario Dantas