Arthur Neto relembra CPMF

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Em 2007 acabamos com a Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF), uma vitória comemorada por todos nós e pelo povo brasileiro. Havia ficado provado que a economia brasileira não precisava de mais impostos, até porque o Brasil já ostentava, à época, uma carga tributária elevadíssima, da ordem de 30% do seu Produto Interno Bruto (PIB). Atualmente, com carga tributária de 34,5%, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), o Brasil está à frente de países como Reino Unido, Canadá, Estados Unidos e Japão, por exemplo, em cobrança de impostos. Estudos mostram que o brasileiro tem de trabalhar 5 meses do ano somente para pagar impostos. Mesmo assim, em 2016, sob o argumento de “necessário para equilibrar as contas públicas”, o governo federal resolve recriar a CPMF, que ainda precisa ser analisada pelos parlamentares. Deve enfrentar forte oposição, justa, diga-se de passagem. O Brasil passa por uma crise gigantesca, com pessoas perdendo o emprego. Apenas em Manaus são quase 20 mil desempregados, criando um descompasso gigantesco na economia, já que param de consumir e comprar. Segundo estudo do Conselho Federal de Economia (Cofecon), o país deve encerrar o ano com 1 milhão de vagas com carteira assinada a menos. É justamente com este cenário desfavorável, onde o trabalhador vem sendo sacrificado pela falta de planejamento, que governo pretende tributar ainda mais o assalariado. Não é justo que paguemos pelo estelionato eleitoral, principalmente aquele que acreditou nas promessas feitas em 2015. Fica a foto de 2007 para reflexão.

Áida Fernandes