Arthur Bisneto quer explicações sobre forte queda nos valores de investimentos no Ministério de Minas e Energia

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Dep. Arthur Bisneto

Dep. Arthur Bisneto

O Ministério de Minas e Energia teve um corte de 80% no primeiro semestre deste ano em comparação com 2014. Em valores corrigidos, os investimentos passaram de R$ 109 milhões para R$ 21,8 milhões. Um corte tão abrupto significa pouco prestígio da pasta em momento de ameaça de crise energética.

Como membro titular da Comissão de Minas e Energia da Câmara Federal, o deputado federal Arthur Virgílio Bisneto (PSDB-AM), vice-líder da Oposição, solicitou informações, nesta semana, por meio de um requerimento, ao ministério para que seja esclarecido os motivos da forte queda de investimentos na pasta.

A queda brusca dos valores pode ser consultada no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi). Comparando-se o primeiro semestre de 2014 com o primeiro semestre de 2015, observa-se uma queda de 80,02% nos investimentos. Em valores corrigidos pelo IPCA, passaram de R$ 109,01 milhões no ano passado para R$ 21,77 milhões este ano, até 30 de junho. “Entrei com pedido de requerimento para saber as consequências dos cortes e se algum programa foi prejudicado. Queremos saber as razões e que expliquem quais os danos causados da brusca queda de investimentos na pasta”, frisou o deputado.

O tucano também solicitou informações sobre o novo déficit de energia que será arcado pelos consumidores. De acordo com reportagem do jornal “Folha de São Paulo”, publicada no último dia 5 de julho, embora já tenha arcado com aumento extra na conta de luz de R$ 3,9 bilhões só de janeiro a abril com as bandeiras tarifárias, o consumidor deve acabar pagando por mais um rombo neste ano.

Mario Dantas