Arqueiro indígena do AM ganha bronze em competição nos Estados Unidos

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Esta foi a primeira competição internacional do arqueiro Nelson Silva

Esta foi a primeira competição internacional do arqueiro Nelson Silva

O arqueiro indígena Nelson Silva ganhou medalha de bronze no Arizona Cup, competição que reuniu atletas do tiro com arco de todo o mundo nos Estados Unidos, no início do mês de abril. Esta foi a primeira competição internacional do arqueiro amazonense, apontando como uma das promessas da modalidade no Brasil. De volta a Manaus esta semana, Nelson e os demais integrantes da equipe amazonense de tiro com arco fizeram participaram no fim de semana da rodada final da Seletiva Olímpica.

A vitória no Arizona Cup estimula ainda mais a equipe. A medalha no peito é mostrada com orgulho por Silva e descrita como o resultado de esforço e muito treino. Apenas um ponto o separou do primeiro colocado na competição. “Estou bastante feliz que o trabalho com o professor está dando certo. Nosso treino todos os dias está sendo intenso, e está dando resultado. Atirei bem, perdi por um ponto na semifinal. Fiquei muito chateado, mas consegui a medalha de bronze e estou feliz. Isso me dá ânimo para conseguir mais medalhas internacionais para o Amazonas”, disse.

Com apenas 16 anos, o arqueiro indígena da etnia Kambeba foi revelado no projeto Arqueiros Indígenas, realizado pela Fundação Amazonas Sustentável em comunidades rurais de Manaus. Os dez membros da equipe integram o time amazonense que vem obtendo destaque na Seletiva Olímpica. Eles treinam com apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Juventude, Esporte e Lazer (Sejel).

arqueiro-indigena 2Treinador da equipe, Aníbal Fortes, disse que a agenda do grupo está repleta de competições este ano. Somente neste primeiro semestre, a equipe amazonense deve participar de competições na Costa Rica, Argentina e Turquia.

“O importante para eles é ter a força de vontade de continuar treinando e trabalhando, não perder esse empenho porque uma não classificação para as Olimpíadas não significa que o projeto acabou. Eles são muito jovens e terão outras oportunidades em mais competições internacionais, como terão agora para a Costa Rica, Argentina, Turquia. Continuarão sendo observados pelo mundo inteiro, não só pelo Brasil. Se fizerem um bom papel continuam na vitrine”, afirmou o treinador.

Roberto Brasil